… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

3 de outubro

 Aos Pés Do Mestre
(At the Master’s feet),
Compilado por Audie G. Lewis
das obras 
de
C. H. Spurgeon
3 de outubro – O ARREPENDIMENTO

“E que em seu nome [de Jesus] se havia de pregar a mensagem sobre o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando em Jerusalém.” (Lc 24:47, BPT, Pt)

Sinto-me feliz de ver neste versículo a antiga virtude chamada arrependimento. Era costume pregar-se acerca dela, mas já passou de moda. Dizem que interpretamos mal o seu significado e que isto somente significa uma “mudança na forma de pensar” e nada mais. Gostaria que os que se consideram tão sábios no seu domínio do grego conhecessem um pouco mais desse idioma, para que não estivessem tão apressados a formular as suas asseverações infalíveis. O arrependimento do evangelho é uma mudança muito radical da maneira de pensar, algo que não se realiza em nenhum homem senão pela intervenção do Espírito de Deus.

Também devemos pregar os motivos do arrependimento, para que os homens não se arrependam somente pelo temor do inferno, mas, sim, pela própria natureza do pecado. Quando se vêem encarcerados, todos os ladrões lamentam o que fizeram; quando o verdugo se aproxima, todos os assassinos lamentam o que fizeram. Mas o pecador tem de arrepender-se, não só pelo temor do castigo que leva o pecado, mas, sim, porque o seu pecado está contra um Deus perdoador, contra um Salvador que derramou o Seu sangue, contra uma lei santa, contra um terno evangelho. O verdadeiro penitente arrepende-se do seu pecado contra Deus, e fá-lo-ia ainda que não houvesse um castigo.

Devemos falar da fonte do arrependimento, que é o Senhor Jesus Cristo outorgando o arrependimento e a remissão de pecados. O arrependimento é uma planta que nunca crescerá no desperdício da natureza: tem de ocorrer uma mudança na natureza, o Espírito Santo é quem implanta o arrependimento, em caso contrário, nunca floresceria nos nossos corações. Se não o pregarmos como um fruto do Espírito Santo, cometemos um grande erro.

A Bíblia, do princípio ao fim, num ano: Pv 25-27


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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