… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

13 de outubro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
13 de outubro
“O amor é forte como a morte.” (Ct 8:6, ARC, Pt)

ESTE amor tão poderoso como um conquistador de reinos e como a morte, a destruidora da raça humana, de quem pode ele ser? Não te soaria como algo ridículo se dissesse que ele se refere ao meu pobre, débil e apenas vivente amor por Jesus, meu Senhor? Eu amo a Jesus e, talvez por Sua graça, até poderia mesmo morrer por Ele, porém, quanto ao meu amor em si mesmo, ele mal pode aturar uma brincadeira zombadora e, muito menos, uma morte cruel.

De facto, aqui fala-se do amor do meu Amado, o amor de Jesus, o incomparável amador das almas. Na verdade, o Seu amor foi mais forte do que a morte mais horrível, pois ele suportou triunfantemente a prova da Cruz. A Sua morte foi uma morte lenta, porém o amor sobreviveu ao tormento; foi uma morte vergonhosa, porém o amor desprezou a vergonha; foi uma morte penal, mas o amor levou as nossas iniquidades. Foi a morte de um solitário e abandonado, de quem o Pai Eterno escondeu o Seu rosto, mas o amor suportou a maldição e glorificou-O por cima de todos. Nunca houve tal amor, nem tal morte. Foi um duelo terrível, porém o amor levou a palma. E então, meu coração? Crente, não sentes emocionado o teu coração ao contemplares tal afeto celestial? Sim, meu Senhor, eu desejo ardentemente, eu desejo ansiosamente sentir o Teu amor a arder como uma fornalha dentro de mim. Vem Tu mesmo e excita o ardor do meu espírito.

Por cada gota de sangue carmesim,
Assim derramado para me fazer viver,
Oh! Porquê, porque razão não tenho eu
Mil vidas para dar?

Por que teria eu de desesperar do amoroso Jesus, com um amor tão forte como a morte? Ele merece esse amor e eu desejo. Os mártires sentiram tal amor, e eles eram somente carne e sangue, então, por que não o sinto eu? Eles deploraram as suas fraquezas, e, no entanto, da fraqueza tiraram forças. A graça deu-lhes inteiramente a sua firme perseverança - existe da mesma graça para mim. Jesus, amante da minh’alma, derrama amplamente tal amor, precisamente do Teu amor, no meu coração, esta noite.


Tradução de Carlos António da Rocha

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