… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 8 de outubro de 2016

8 de outubro


C. H. Spurgeon
Livro de Cheques do Banco da Fé
8 de outubro
“Nunca mais te chamarão: Desamparada.” (Is 62:4, ARC, Pt)

“Desamparada” é uma palavra lúgubre. Soa como um dobre a finados. É o registo das aflições mais agudas, e a profecia de males mais espantosos. Um abismo de miséria escancara-se nessa palavra “desamparada.” Desamparado por um que empenhou a sua honra! Desamparado por um amigo provado durante muito tempo e em quem se pode confiar! Desamparado por um parente amado! Desamparado por pai e mãe! Desamparado por todos! Isto é, de facto, uma aflição, e, contudo, esta pode ser suportada pacientemente, se o SENHOR nos segurar.

O que será, porém, sentirmo-nos desamparados por Deus? Pensai naquele grito, o mais angustioso de todos: «Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?» Temos provado nós, alguma vez, em qualquer grau, o absinto e o fel de sermos “desamparados”, nesse sentido? Se o fomos, supliquemos ao nosso SENHOR para que nos livre de qualquer repetição de uma dor tão indizível. Oh, que tais trevas não nos voltem jamais! Os homens, maliciosamente, disseram a um santo: “Deus tem-no desamparado, persegui-o e agarrai-o.” Mas isso foi sempre falso. O favor amoroso do SENHOR compelirá os nossos cruéis inimigos a comer as suas próprias palavras, ou, pelo menos, a dominar as suas línguas.

O contrário de tudo isto é essa palavra superlativa Hephzibah: “o SENHOR Se agrada de ti.” Isto muda o choro em dança. Que aqueles que sonharam que estavam desamparados ouçam o SENHOR dizer: “Não te desampararei, nem te deixarei.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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