… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

10 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
10 de novembro

“Mantendo o brilho espiritual.” (Rm 12:11, parafraseado por Moffatt)

Uma das leis que opera no reino físico é que as coisas tendem a perder ímpeto, a relaxar-se ou a apagar-se. Esta não é uma afirmação científica a respeito da lei, mas dá-nos a ideia geral.

Sabemos, por exemplo, que o Sol arde a uma elevadíssima temperatura e que, embora, possa continuar assim por muito tempo, o seu tempo de vida está declinando.

Os corpos envelhecem, morrem e voltam para o pó. Um pêndulo posto em movimento pela mão vai rodando cada vez mais devagar até que se detém. Damos corda a um relógio e logo ele necessita que lha voltemos a dar. A água quente arrefece exposta à temperatura ambiente. Os metais perdem o seu brilho e obscurecem-se. As cores desbotam-se. Nada dura indefinidamente e não existe o movimento perpétuo. A mudança e a decadência tudo afectam.

O próprio mundo envelhece. Falando dos Céus e da Terra, a Escritura diz: “Eles perecerão, mas Tu (o Filho de Deus) permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e como um manto os enrolarás, e serão mudados. Mas Tu és o mesmo, e os Teus anos não acabarão.” (Hb 1:11-12, ARC, Pt)

Infelizmente parece haver um princípio similar no reino espiritual. Cumpre-se nos indivíduos, nas igrejas, nos movimentos e nas instituições.

Até se uma pessoa começa a vida cristã brilhantemente, há sempre o perigo de que o zelo se apague, que o poder amaine e que a visão decaia. Tornamo-nos cansados, indulgentes e frios.

Podemos afirmar o mesmo das Assembleias Locais. Muitas começaram como resultado de um grande movimento do Espírito Santo. O fogo continua ardendo brilhantemente por anos, mas logo começa a decadência. A Assembleia Local deixa o seu primeiro amor (Ap 2:4). A “lua de mel” termina. O ardor evangélico dá lugar aos serviços rotineiros na sepultura da tradição. Sacrifica-se a pureza doutrinal por uma unidade indigna. No fim fica só um edifício vazio, muda testemunha da glória que terminou.

Os movimentos e as instituições estão sujeitas à desintegração. Podem ter um imenso alcance evangélico, mas depois entregam-se tanto à obra social que descuidam o Evangelho na sua maior parte. Dá-se o mesmo caso com aqueles que começam com o entusiasmo e a espontaneidade do Espírito, para logo cair na formalidade e no frio ritual. Precisamos de proteger-nos da decadência espiritual, e experimentar o que alguém chama um avivamento contínuo. Necessitamos de “manter o brilho espiritual.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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