… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

10 de novembro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
10 de novembro
“O Deus eterno é o teu refúgio.” (Dt 33:27, KJV traduzida)

A palavra refúgio pode ser traduzida por “mansão” ou por “casa”, o que dá a ideia de que Deus é a nossa morada e o nosso lar. Há nesta metáfora plenitude e doçura, pois o lar, ainda que seja uma humilde choça ou um sótão reduzido, é, sem embargo, querido ao nosso coração; e muito mais querido é o nosso bendito Deus, em quem “vivemos, e nos movemos, e existimos.” É no lar onde nos sentimos seguros, deixamos o mundo de fora e permanecemos em tranquila segurança. Assim também quando estamos com o nosso Deus, não tememos o mal. Ele é o nosso escudo, o nosso retiro e o nosso permanente refúgio. No lar descansamos. É ali onde achamos repouso depois dos trabalhos e das fadigas do dia. E da mesma forma, os nossos corações acham descanso em Deus quando, cansados com as lutas da vida, voltamo-nos para Ele e repousamos tranquilamente. No lar deixamos os nossos corações em liberdade. Não tememos ser mal entendidos nem tememos que alguém torça o sentido das nossas palavras. Assim também quando estamos com Deus, podemos conversar livremente com Ele, pois que “o segredo do SENHOR é com aqueles que O temem”, os segredos dos que O temem devem ser e têm de ser para o seu Senhor. O lar é, além disso, o lugar da nossa mais pura e verdadeira felicidade e é em Deus que os nossos corações encontram o seu mais íntimo deleite. Temos nEle um gozo que sobrepuja todo o outro gozo. É também a favor do nosso lar que trabalhamos e obramos. Pensando no nosso lar, recebemos forças para suportar as cargas diárias e para cumprir com o nosso encargo. Até neste sentido podemos dizer que Deus é o nosso lar. Amá-Lo fortalece-nos. Recordamo-Lo na Pessoa do Seu querido Filho. Um vislumbre do rosto padecente do Redentor constrange-nos a trabalhar na Sua causa. Sabemos que temos de trabalhar, pois temos irmãos que ainda não são salvos, e portanto, temos de alegrar o coração do nosso Pai, levando para o lar os filhos pródigos. Nós devemos encher de alegria piedosa a família devota com quem vivemos. Felizes são aqueles que têm, deste modo, o Deus de Jacob, por seu refúgio!




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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