… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

11 de novembro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
11 de novembro
“E por baixo estão os braços eternos.” (Dt 33:27, ARC, Pt)

DEUS o eterno Deus é Ele mesmo o nosso apoio em todos os tempos, e especialmente quando estamos submergidos em profunda aflição. Há ocasiões quando o Cristão se some em profunda humilhação. Sob um profundo sentimento da sua própria perversidade, humilha-se a tal ponto que nem sabe como orar, pois, aos seus próprios olhos, aparece muito indigno. Bem, filho de Deus, recorda que quando estás no pior dessa aflição, “por baixo” de ti ainda “estão os braços eternos”. O pecado pode arrastar para esse baixo nível, mas a grande expiação de Cristo está, sem embargo, debaixo de ti. Possivelmente terás descido às profundidades, mas não podes ter caiado “no extremo”, e no extremo Ele salva. Além disso, o cristão afunda-se, às vezes, muito profundamente, em terríveis provas que lhe vêm de fora. Toda a ajuda terrestre lhe é tirada. O que fazer nesse caso? Debaixo dele ainda estão “os braços eternos.” Não pode descer tão profundamente na angústia e na aflição sem que a graça do pacto do Deus sempre justo, não o rodeie até ali. O Cristão pode também submergir-se na aflição que procede do seu ser, pelas lutas que sustenta, mas até nesse caso não pode descer para lá do alcance “dos braços eternos”, pois eles estão debaixo dele; e, enquanto esteja sustentado por eles, todos os esforços do diabo para danificá-lo não prosperarão.

Esta segurança de ser apoiado é um conforto para qualquer fraco, mas, fervoroso obreiro, que esteja ocupado no serviço de Deus. Isto significa uma promessa de fortaleza para cada dia, de graça para cada necessidade, e de força no cumprimento de cada dever. E, além disso, quando a morte vier, a promessa ainda subsistirá. Quando estivermos no meio do Jordão, poderemos dizer com David: “Não temerei mal algum porque Tu estarás comigo”. Desceremos ao sepulcro, mas não mais à frente, porque “os braços eternos nos sustentarão.” Durante toda a vida e no seu fim, seremos sustentados pelos “braços eternos” que nem se cansam nem perdem a sua força, porquanto “o eterno Deus, nem Se cansa nem Se fatiga.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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