… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 12 de novembro de 2016

12 de novembro

William MacDonald
Um dia de cada vez
12 de novembro
“Justo parece ser o primeiro que advoga pela sua causa; mas vem o seu adversário, e o descobre.” (Pv 18:17, RV60)

A primeira parte deste versículo assinala uma debilidade que nos é comum a todos; invariavelmente apresentamos a questão de maneira que nela nós apareçamos o melhor possível. É uma tendência muito natural. Por exemplo, ocultamos aquilo que poderia ser-nos contrário e concentramo-nos no que nos favorece. Comparamo-nos com aqueles cujas debilidades são mais óbvias. Culpamos das nossas acções os demais e às nossas acções que são patentemente erróneas atribuímos-lhes motivos piedosos. Torcemos e distorcemos os factos até que perdem toda a realidade. Utilizamos palavras coloridas pela emoção para pintarmos um quadro que nos seja mais favorável.



Adão culpou Eva: “A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.” (Gn. 3:12). Eva culpou o Diabo: “A serpente enganou-me, e eu comi” (Gn. 3:13).



Saúl defendeu a sua desobediência ao perdoar às ovelhas e aos bois dos amalequitas adjudicando-lhe um motivo piedoso: “O povo tomou do despojo ovelhas e vacas, o melhor do interdito, para oferecer ao SENHOR teu Deus em Gilgal.” (1Sm 15:21). Sem dúvida, também sugeriu que alguém tinha a culpa, o povo e ele.



David mentiu a Aquimelech para conseguir armas, dizendo: “o negócio do rei era apressado.” (1Sm 21:8, ARC, Pt) Na verdade David não estava nos negócios do rei; estava fugindo do rei Saúl.



A mulher samaritana ocultou a verdade: “Não tenho marido” (Jo 4:17). Na verdade tinha tido cinco, e vivia com um homem com quem não se tinha casado.



E assim sucessivamente! Por causa da nossa natureza caída que herdámos de Adão, é difícil sermos completamente objectivos ao apresentarmos a nossa versão de um assunto. A nossa tendência é mostrar o nosso melhor lado aos outros. Somos condescendentes com os nossos próprios pecados, enquanto que os condenaríamos vigorosamente se outro se atrevesse a cometê-los.



“O que pleiteia por algo, a princípio parece justo, porém vem o seu próximo e o examina”, quer dizer, quando o seu adversário tem a oportunidade de atestar, apresenta com mais precisão os factos. Expõe todos os subtis intentos de encobrimento e vindicação própria, contando a história sem distorção.



No fim de contas Deus conhece-nos profundamente; e traz para a luz as coisas escondidas das trevas e revela os pensamentos e intenções do coração. Ele é luz e não há nenhumas trevas nEle. Se queremos andar com Ele em franca e sincera comunhão, devemos ser honestos e honrados em todo o nosso testemunho, ainda que isto tenha como consequência o nosso próprio dano.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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