… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 13 de novembro de 2016

13 de novembro



William MacDonald
Um dia de cada vez
13 de novembro
“Não tendes o que desejais porque não pedis.” (Tg 4:2, RV60)

Um versículo como este suscita uma pergunta interessante. Se não temos porque não pedimos, que coisas grandes estamos perdendo simplesmente porque não oramos por elas?

Uma pergunta semelhante surge de Tiago 5:16, “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” (Tg 5:16, ARC, Pt). Se este justo não ora, não é uma consequência que seja pouco o seu fruto?

O problema da maioria de nós é que não oramos o suficiente, ou que quando oramos pedimos pouco. Fazemos o que C. T. Studd chamava: “Mordiscar no possível, em lugar de nos apropriarmos do impossível.” As nossas orações são tímidas e pouco imaginativas quando poderiam ser atrevidas e audazes. Devemos honrar a Deus pedindo grandes coisas. Nas palavras de John Newton: “Estás-te acercando de um Rei, traz-Lhe grandes petições; a Sua graça e poder são tais, que ninguém Lhe chega a pedir muito.”

Quando assim o fazemos, não só honramos a Deus, como também nos enriquecemos espiritualmente. Ele deseja abrir-nos os tesouros do Céu, mas o versículo de hoje sugere que somente O faz em resposta à oração.

Parece-me que esta passagem responde a uma pergunta que escutamos frequentemente: a oração, na verdade, move Deus a fazer aquilo que de contrário não faria, ou somente nos faz coincidir com o que Ele faria, de qualquer modo? A resposta parece clara: Deus faz coisas em resposta à oração que não faria de outra maneira.

Podemos dar rédea solta à nossa imaginação em dois sentidos. Primeiro, podemos pensar nos tremendos resultados que se conseguiram como resultado directo das orações. Tomando as palavras de Hebreus 11:33-34, recordamos aqueles que: “conquistaram reinos, fizeram justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas de leões, apagaram fogos impetuosos, evitaram o fio de espada, tiraram forças da debilidade, fizeram-se fortes nas batalhas, puseram em fuga exércitos estrangeiros.”

Mas, também, devemos pensar no que poderíamos ter realizado para Cristo se tão somente LhO tivéssemos pedido. Pensemos nas muitas, preciosas e imensas promessas da Palavra que havemos deixado de pedir. Temos sido fracos quando poderíamos ter sido fortes. Havemos tocado poucas vidas para Deus quando poderíamos haver tocado milhares ou então milhões. Temos pedido uns quantos metros quando poderíamos ter pedido continentes. Temos sido uns pobres espirituais quando podíamos ter sido plutocratas. Não temos porque não pedimos.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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