… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 15 de novembro de 2016

15 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
15 de novembro

 “... mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim.” (Fl 3:13, ARC, Pt)

Quando lemos estas palavras, costumamos pensar que Paulo estava falando dos seus pecados passados. Sabia que estes tinham sido perdoados, que Deus os tinha lançado para as Suas costas e que jamais os voltaria a recordar. Por esta razão, Paulo estava determinado a esquecê-los também e a prosseguir até à meta, para conseguir o prémio da suprema vocação de Deus, em Cristo Jesus.

Considera-se que esta é uma aplicação válida do versículo. Mas, nesta passagem Paulo não está pensando no seu pecado. Antes pelo contrário, fala das coisas das quais poderia gabar-se: a sua linhagem, a sua antiga religião, o seu zelo e a sua justiça legal. Estas coisas, agora, já não significavam nada para ele. Estava determinado a esquecê-las.

Isto recorda-me John Sung, o devoto evangelista chinês, que foi para os Estados Unidos preparar-se. Quando voltava para a China, escreve Leslie Lyall: «Chegou o dia em que o navio se aproximava do fim da sua viagem. John Sung desceu ao seu camarote e tirou da sua bagagem os seus diplomas e medalhas, e lançou-as no mar, excepto o seu diploma de médico que reteve para satisfazer o seu pai. Este último foi emoldurado e está pendurado na sua antiga casa. O pregador W. B. Colé ali o viu em 1938. Quando o Dr. Sung notou que Colé olhava, comentou-lhe: ‘Coisas como esta são inúteis. Não significam nada para mim.’

“Tem de haver grande renuncia se quisermos que haja grandes carreiras cristãs!” As palavras do Dr. Denney poderiam ter sido escritas com o Dr. Sung em mente. Este é provavelmente o segredo maior da carreira de John Sung: chegou o dia em que renunciou a tudo o que este mundo tanto aprecia.”

“Não permitas, Senhor, que de nada me vanglorie
A não ser na Cruz de Cristo, meu Deus;
As coisas que me cativam são vãs,
Que eu as tenha por lixo, para que assim Te ganhe.”

As honras do Homem são coisas transitivas e vazias. Estimam-se por um momento e logo se enchem de pó com o passar dos anos. A Cruz é toda a nossa glória. Dela façamos a nossa ambição para agradar Àquele que morreu e ressuscitou por nós. Tudo o que importa é escutar o Seu: “Bem feito!” e ser aprovado por Deus. Devemos renunciar a todo o resto a fim de ganharmos este galardão.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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