… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

16 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
16 de novembro
“... os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” (2Pd 3:16, ARC, Pt)

O Dr. P. J. Van Gorder costumava falar de um letreiro, colocado do lado de fora de uma carpintaria, que dizia: “fazem-se toda a espécie de torneados e molduras.” Os carpinteiros não são os únicos que servem para isto; muitos que professam ser Cristãos também torcem e dão voltas às Escrituras quando lhes convém. Alguns, como diz o nosso versículo, torcem as Escrituras para a sua própria perdição.

Todos somos expertos [adj. experiente; perito; versado; entendido. (Do lat. expertu-, «perito; experimentado»)] para justificar, quer dizer, para desculpar a nossa desobediência pecaminosa oferecendo elogiosas explicações ou atribuindo motivos dignos ao nosso proceder. Tentamos torcer as Escrituras para que se acomodem à nossa conduta. Damos razões plausíveis embora falsas que dêem conta das nossas atitudes. Aqui estão alguns exemplos.

Um Cristão e homem de negócios sabe que está mal recorrer aos tribunais contra outro crente (1Co 6:1-8). Mais tarde, quando se lhe pede contas por esta acção, diz: “Sim, mas o que ele estava fazendo estava mal, e o Senhor não quer que fique sem castigo.”

Maria (nome fictício) tem a intenção de casar-se com o Carlos (nome fictício) ainda quando sabe que ele não é crente. Quando um amigo Cristão lhe recorda que isto está proibido em 2 Coríntios 6:14, ela diz: “Sim, mas o Senhor disse-me que me casasse com ele para que assim o possa guiar a Cristo.”

Sérgio e Cármen (nomes fictícios) professam ser Cristãos, entretanto vivem juntos sem estar casados. Quando um amigo de Sérgio lhe assinalou que isto era fornicação e que nenhum fornicário herdará o reino de Deus (1Co 6:9,10), ele picou-se e replicou: “Isso é o que tu dizes. Estamos profundamente apaixonados um pelo outro e aos olhos de Deus estamos casados.”

Uma família cristã vive em luxo e esplendor, apesar da admoestação de Paulo de que devemos viver com simplicidade, contentes em tendo sustento e abrigo (1Tm 6:8). Justificam o seu estilo de vida com esta resposta engenhosa: “Nada há demasiado bom para o povo de Deus.”

Outro ambicioso homem de negócios, trabalha dia e noite para amassar avidamente toda a riqueza que possa. A sua filosofia é: “Não há nada de mal com o dinheiro. É o amor ao dinheiro a raiz de todo o mal.” Nunca lhe ocorreu pensar que ele poderia ser culpado de amar o dinheiro.

Os homens tentam interpretar melhor os seus pecados do que o que as Escrituras lhes permitem, então é quando estão resolvidos a desobedecer à Palavra e a esquivarem-se dela. Assim que para estes uma desculpa é tão boa (ou má) como a outra.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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