… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

16 de novembro



C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
16 de novembro
“A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma.” (Lm 3:24, ARC, Pt)

NÃO diz: “O Senhor é em parte a minha porção”, nem: “O Senhor está na minha porção”, porque Ele mesmo constitui a soma total da herança da minha alma. Dentro da circunferência daquele círculo está tudo o que possuímos ou desejamos. O Senhor é a minha porção. Não meramente a Sua graça, nem o Seu amor, nem o Seu pacto, mas o SENHOR, Ele mesmo. Ele escolheu-nos como a Sua porção, e nós o escolhemos a Ele como a nossa. É verdade, que o Senhor deve primeiro escolher a nossa herança por nós, quando não, por nós mesmos nunca O escolheríamos. Se realmente somos chamados de acordo com o propósito da eleição de amor, podemos louvar com cânticos:

“Deus me amou. Eu, por minha parte,
Ardo de amor por Ele.
Deus, antes que começasse o tempo, escolheu-me.
Eu, pela minha parte, escolho-o a Ele”.

O Senhor é a nossa toda suficiente porção. Deus satisfaz: e se Deus em Si mesmo é todo suficiente, deve também ser todo suficiente para nós. Não é fácil satisfazer os desejos de um homem. Quando se imagina que ele está satisfeito, em seguida dá-se conta de que ainda há algo mais à frente, e a sanguessuga do seu coração clama, imediatamente: “Dá, dá.” Mas tudo o que nós podemos desejar é ser achados na nossa divina porção, de sorte que digamos: “Quem tenho eu no Céu senão a Ti? e na Terra não há quem eu deseje além de Ti.” Bem podemos nós “deliciarmo-nos no Senhor”, que nos faz beber da corrente das Suas delícias. A nossa fé estende as suas asas e sobe como águia ao céu do divino amor, onde está o seu refúgio. “As linhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança.” Regozijemo-nos sempre no Senhor. Mostremos ao mundo que formamos um povo bem-aventurado e feliz, e assim o induziremos a exclamar: “Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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