… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

17 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
17 de novembro
“Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? Diz o SENHOR dos Exércitos.” (Ml 1:8, ARC, Pt)

Os requisitos de Deus quanto aos animais para o sacrifício não deixavam lugar a dúvidas; deviam ser sem mancha ou defeito. Ele esperava que o Seu povo Lhe oferecesse os animais mais perfeitos dos seus rebanhos. Deus quer o melhor.

Mas, o que estavam fazendo os israelitas? Ofereciam animais cegos, coxos e doentes. Os animais perfeitos tinham um alto preço no mercado ou eram apartados para a criação. E assim o povo estava oferecendo o pior, dizendo: “Oh, Deus compreende, qualquer coisa é bastante boa para Ele.”

Antes de olharmos com desprezo para os israelitas devemos sopesar se os Cristãos do século XXI estão também desonrando a Deus não Lhe dando o melhor.

Gastamos a vida juntado uma fortuna, procurando fazer um nome glorioso, vivendo numa casa elegante num bairro residencial, desfrutando das melhores coisas, deixando para Deus, uma miserável gorjeta, as migalhas de uma vida consumida nas coisas do mundo. Os nossos melhores talentos vão para os negócios e para as carreiras que tanto queremos, dando ao Senhor o que sobra das nossas tardes ou dos nossos fins-de-semana.

Criamos os nossos filhos para o mundo, animando-os a que tenham as melhores carreiras, ganhem muito dinheiro, casem-se bem, comprem uma casa elegante com todas as comodidades modernas, e é óbvio, que vão às reuniões da igreja aos domingos, quando puderem. Nunca lhes apresentamos a obra do Senhor Jesus como um caminho digno do investimento das suas vidas e dos seus tesouros. O campo missionário e a obra pioneira no nosso país está bem para os filhos dos estrangeiros, mas não para os nossos.

Gastamos o nosso dinheiro em carros caros, artigos de recreio, iates e roupa desportiva de alta qualidade, para apenas darmos uma miserável moeda para a obra do Senhor. Vestimos roupas elegantes e caras, e depois sentimo-nos satisfeitos quando doamos os nossos refugos para o roupeiro municipal.

O que estamos dizendo a respeito destes factos é, de facto, que qualquer coisa é suficientemente boa para o Senhor, e que desejamos o melhor para nós mesmos. E o Senhor diz-nos: “Apresenta-o ao rei ou ao presidente. Porventura terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa?” Seria um insulto para o rei ou para o presidente. Bem, assim é com o Senhor. Por que O tratamos de um modo como não ousaríamos tratar o rei ou o presidente?

Deus deseja e merece o melhor.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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