… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

17 de novembro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
17 de novembro
“O que rachar lenha expõe-se ao perigo.” (Ec 10:9, ARC, Pt)

OS TIRANOS podiam conseguir o que queriam dos pobres e necessitados com a mesma facilidade com que eles cortam lenha no bosque; porém, eles deveriam de pensar melhor, porque esse é um trabalho perigoso, e, muitas vezes, uma lasca de uma árvore tem morto o lenhador. Jesus sente-Se perseguido em cada santo que é injuriado, porém, Ele é poderoso para defender os Seus amados. Deve tremer-se ante o bom êxito do vexame do pobre e do necessitado: se os perseguidores não correrem perigo aqui, corrê-lo-ão, em maior escala, na outra vida.

Cortar lenha é um trabalho comum de todos os dias, e, não obstante, tem os seus perigos. Assim também, leitor, há perigos quanto à tua vocação e à tua vida diária e bom seria que te desses conta desses perigos. Não nos referimos aos riscos da terra e do mar ou da enfermidade e da morte repentina, mas aos perigos de ordem espiritual. Talvez a tua ocupação seja tão humilde como o cortar lenha, e, todavia, o diabo pode tentar-te nela. Talvez sejas uma criada, um criado de lavoura, ou um mecânico, e, possivelmente, não corras o risco de seres tentado pelos vícios mais grosseiros, e, ainda assim, podes ser prejudicado por algum pecado secreto. Aqueles que estão em casa e não se misturam com o mundo malvado podem, não obstante, ser comprometidos pelo seu próprio isolamento. Em parte alguma está seguro aquele que o pensa estar. O orgulho pode entrar no coração de um homem pobre; a avareza pode preponderar no peito de um aldeão; a impureza pode introduzir-se no lar mais tranquilo; e a ira, a inveja e a malícia podem insinuar-se nas residências mais rústicas. Podemos pecar até falando poucas palavras a um empregado. Uma simples compra numa loja pode ser o primeiro elo de uma cadeia de tentações. O mero olhar através de uma janela pode ser o princípio de um mal. Oh, Senhor, quão expostos estamos! Como estaremos ao abrigo da adversidade? O cuidar de nós mesmos é obra muito difícil para nós; só Tu, Tu mesmo podes preservar-nos num mundo cheio de males. Estende as Tuas asas sobre nós, e nós, como pintainhos, nos poremos debaixo delas e nos sentiremos seguros!

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19,99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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