… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

18 de novembro



William MacDonald
Um dia de cada vez
18 de novembro
“Sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.” (Mt 10:16, ARC, Pt)

Um elemento importante da sabedoria prática é o tacto. O Cristão deve aprender a ser discreto. Isto significa que deve desenvolver uma delicada sensibilidade no que respeita ao que fazer e dizer para evitar ofender e para cimentar boas relações. A pessoa discreta põe no lugar do outro e interroga-se: “Como gostaria eu que me dissessem isso ou mo fizessem a mim?” Procura ser diplomático, respeitador, bondoso e perspicaz.

Infelizmente a fé cristã tem tido nas suas filas um número considerável de pessoas faltas de tacto. Um exemplo clássico é um cabeleireiro Cristão que trabalhava em um pequeno povo do oeste americano. Um dia entrou na barbearia um desafortunado cliente, e pediu-lhe que o barbeasse. O cabeleireiro sentou, atou-lhe ao pescoço o penteador, e inclinou a cadeira para trás. No tecto o cliente viu escritas as palavras: “Aonde passarás a eternidade?” O cabeleireiro ensaboou-lhe generosamente a cara; então, enquanto afiava a navalha, começou o seu testemunho evangélico com a pergunta: “Está preparado para encontrar-se com Deus?” O cliente saiu disparado da cadeira, com o penteador, espuma e tudo, e nunca mais voltou para junto dele depois disso.

Uma vez, um zeloso estudante saiu uma noite para evangelizar. Caminhando por uma rua escura viu na penumbra uma jovem caminhando diante dele. Ao procurar alcançá-la, ela começou acorrer. Ansioso, correu atrás dela. Quando ela dobrou o passo, ele fez o mesmo. Finalmente ela correu para o portal de uma casa, aterrorizada, procurando nervosamente as chaves na sua bolsa. Quando viu que ele corria para o alpendre, ela ficou tão paralisada de terror que não pôde nem gritar! Sorrindo, então, ele entrego-lhe um folheto e foi-se feliz por ter alcançado outro pecador com o Evangelho.

É necessário muito tacto quando se visita um enfermo. Em nada o ajudamos que lhe digamos: “Que pálido estás!” ou lhe contemos histórias e anedotas negativas como: “Conheço uma pessoa que tinha esta enfermidade e morreu.” Isto é muito típico, e todos se desculpam dizendo que só queriam ajudar, mas, quem é que quer essa classe de companhia ou consolo?

Temos que ser discretos quando visitamos os afligidos. Não devemos ser como o texano que disse à viúva de um político assassinado: “E pensar que tive de passar pelo Texas!”

Deus abençoe aqueles santos escolhidos que sabem sempre como e quando dizer a palavra apropriada e bondosa. E que Deus nos ensine em tudo a ser diplomáticos e discretos em vez de sermos alguém que vamos tropeçando e pisando os demais por falta de tato.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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