… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 19 de novembro de 2016

19 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
19 de novembro
“Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência” (Ap 2:9, ARC, Pt)

Sete vezes nas cartas às Igrejas da Ásia, o Senhor Jesus diz: “Eu sei”, e geralmente estas palavras usam-se num sentido favorável. “Eu sei as tuas obras... o teu trabalho... a tua paciência... a tua tribulação... a tua pobreza... o teu amor... e a tua fé.” Nas palavras “Eu sei”, há um tremendo consolo, compaixão e estímulo para o povo de Deus.

Lehman Strauss assinala que quando Jesus disse: «“Eu sei,” “não usou a palavra grega γινοσκω, que frequentemente significa conhecer no sentido de dar-se conta através de um progresso gradual no conhecimento. Por outro lado, Ele usou a palavra οιδα que sugere plenitude de conhecimento: saber perfeitamente, não apenas somente pela observação mas pela experiência. Ainda que os santos que sofrem são desconhecidos pelo mundo e odiados por ele, são conhecidos pelo Senhor e amados por Ele. Cristo conhece a perseguição e pobreza dos Seus; conhece como o mundo os considera. Muitos santos cansados e provados têm sido fortalecidos e estimulados por essas palavras: “Eu sei.” Estas, pronunciadas pelo nosso Salvador, tocam os nossos problemas com o sorriso de Deus e fazem com que este sofrimento causado pelo mundo, não seja comparável com a glória vindoura que tem de manifestar-se em nós (Rm 8:18)».

São palavras de compaixão. O nosso Grande Sumo-Sacerdote conhece o que estamos passando, porque Ele também padeceu o mesmo. Ele é o Varão de Dores, experiente em quebranto. Ele mesmo foi tentado mediante o sofrimento.

Também são palavras de participação. Sendo a Cabeça do corpo, compartilha as aflições e perseguições dos Seus membros. “O Varão de Dores tem parte em cada pontada que rasga o coração.” Não somente conhece os nossos problemas intelectualmente; conhece-os como um assunto de experiência presente. Sente-os.

São palavras de ajuda prometida. Como nosso Paracleto, vai ao nosso lado, levando as nossas cargas e enxugando as nossas lágrimas. Venda as nossas chagas e faz retroceder os nossos inimigos.

Finalmente, são palavras de recompensas certas. Conhece tudo o que fazemos e sofremos por causa da nossa identificação com Ele. Faz um registo cuidadoso de cada acto de amor, de obediência e de paciência. Num dia não muito longínquo recompensar-nos-á abundantemente.

Se estás passando por um vale de penas ou de sofrimento, escuta o Salvador que te diz: “Eu sei.” Não estás sozinho. Ele está contigo no vale e levar-te-á a salvo até chegares ao teu ansiado destino.

Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: