… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 20 de novembro de 2016

20 de novembro



William MacDonald
Um dia de cada vez
20 de novembro
“Tomai cuidado, que ninguém danifique a vossa fé com intelectualismo ou loucuras grandiloquentes. Estas estão fundadas nas ideias que os homens têm a respeito da natureza do mundo e não têm em consideração a Cristo!” (Cl 2:8, parafraseado por Phillips).



“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs subtilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo.” (Cl 2:8, ARC, Pt)

A palavra grega que Phillips traduz como “intelectualismo” é a mesma da que provém a palavra “filosofia.” Basicamente significa amor pela sabedoria, mas mais tarde adquiriu outro significado, quer dizer, a busca da realidade e o propósito da vida.

A maioria dos filósofos expressam-se numa linguagem complicada e grandiloquente. As suas palavras, incompreensíveis, para uma pessoa normal apelam àqueles que gostam de empregar o seu poder intelectual para revestir as especulações humanas com palavras difíceis de entender.

Francamente, as filosofias humanas não servem de muito. Phillips refere-se a elas como “intelectualismo e loucuras grandiloquentes.” Estão apoiadas nas ideias que os homens têm a respeito da natureza das coisas, e eles não têm em consideração a Cristo. Cita-se o famoso filósofo Bertrand Russell, que dizia no fim da sua vida: “A filosofia demonstrou ser um fracasso para mim.”

O Cristão sábio não pode ser enganado com as loucuras grandiloquentes do pseudo intelectualismo deste mundo. Ele nega inclinar-se ante o altar da sabedoria humana. Pelo contrário, sabe bem que todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento se encontram em Cristo. Assim, põe à prova todas as filosofias humanas por meio da Palavra de Deus e como resultado, rejeita-as porque vê que se opõem às Escrituras.

Não muda de parecer quando os filósofos saem nas parangonas da primeira página dos diários com algum novo ataque contra a fé cristã. É suficientemente amadurecido para julgar e precaver-se de que deles não pode esperar nada de melhor.

Não se sente inferior por não poder conversar com os filósofos utilizando palavras de muitas sílabas ou de acompanhá-los nos seus raciocínios complicados. Sente-se desconfiado ante a incapacidade deles para dar a conhecer a sua mensagem com simplicidade e regozija-se porque o Evangelho pode ser entendido pelo homem comum, por mais ignorante que este seja.

Detecta nos filósofos a armadilha da serpente: “... serão como deuses” (Gn 3:5). O homem é tentado a exaltar a sua mente e os seus poderes intelectuais por cima da mente de Deus. Mas o Cristão sábio rechaça a mentira do Diabo. Derruba os argumentos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus (2Co 10:5).


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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