… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 20 de novembro de 2016

20 de novembro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
20 de novembro
“Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma.” (Lm 3:58, ARC, Pt)

OBSERVA quão positivamente fala o profeta. Não diz: “Espero, confio, penso algumas vezes que Deus tem pleiteado as causas da minha alma”, mas fala do assunto como de uma realidade indiscutível. “Pleiteaste as causas da minha alma.” Livremo-nos, com a ajuda do Consolador (Espírito Santo), destas dúvidas e temores que tanto prejudicam a nossa paz e o nosso bem-estar. Peçamos a Deus que nos conceda ver-nos livres da desagradável e resmungona voz da suspeita e do receio, e que nos ensine a falar com a clara e melodiosa voz da plena segurança. Observa com quanta gratidão fala o profeta, atribuindo toda a glória só a Deus! Não há aqui uma só palavra referente a si mesmo ou à sua defesa. Ele não atribui o seu resgate a nenhum homem, e muito menos aos seus próprios méritos. O profeta, pelo contrário, diz o seguinte: ‘Tu’ “Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma, ‘Tu’ remiste a minha vida.” O Cristão devia cultivar sempre um espírito de gratidão; e, especialmente, depois de ter sido livrado de alguma prova, deveríamos cantar um cântico ao nosso Deus. A Terra devia estar cheia de cânticos, entoados pelos santos agradecidos; e cada dia devia ser um incensário, no qual arda o suave incenso de acção de graças. Quão alegre parece estar Jeremias enquanto recorda a bênção de Deus, e quão triunfalmente eleva a melodia! Ele tinha estado na masmorra, e, até agora, não era outra coisa senão o profeta chorão; e, sem embargo, no próprio livro chamado “Lamentações”, harmonioso como o canto de Maria quando ela tocava o tamborim, penetrante como o cântico de Débora quando ela saiu ao encontro de Barac com exclamações de vitória, nós ouvimos a voz de Jeremias que, subindo ao Céu, diz: “Pleiteaste, Senhor, as causas da minha alma, ‘Tu’ remiste a minha vida.” Oh, filhos de Deus, procurai ter uma experiência vital da bondade do Senhor; e quando a tiverdes, falai dela categoricamente, cantai-a com reconhecimento, bradai acerca dela triunfalmente.

Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

Sem comentários: