… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 20 de novembro de 2016

20 de novembro


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
20 de novembro
“Os coelhos são um povo débil; e, contudo, fazem a sua casa nas rochas.” (Pv 30:26, ARC, Pt)

CONSCIENTES da sua natural debilidade, os coelhos, recorrem às tocas nas rochas onde se sentem protegidos de seus inimigos. Meu coração, dispõe-te a tirar uma lição deste povo débil. Tu és tão fraco como um coelho tímido e estás exposto aos perigos como ele, sê, pois, sábio e busca um refúgio. A minha melhor segurança acha-se nas fortalezas do imutável Jeová, onde as suas promessas inalteráveis permanecem como muralhas gigantescas de rocha. Será um bem para ti, meu coração, se sempre te podes ocultar nos baluartes dos Seus gloriosos atributos, todos os quais são garantia de segurança para aqueles que põem nele a sua confiança. Eu, bendito seja o nome do Senhor, assim o fiz e achei-me como David em Adulão, a salvo da crueldade dos meus inimigos. Eu não tenho agora de procurar a felicidade do homem que põe a sua confiança no Senhor, porque, há muito tempo, quando Satanás e os meus pecados me perseguiam, eu fugi para a fenda da rocha, Cristo Jesus, e no Seu flanco ferido achei um seguro refúgio. Meu coração, corre de novo para Ele esta noite, seja qual for a aflição que te angustia. Jesus compadece-Se de ti; Jesus consola-te; Jesus ajudar-te-á. Nenhum monarca na sua inexpugnável fortaleza está mais seguro do que o coelho na sua toca rochosa. O dono de dez mil bigas não está de modo nenhum melhor protegido do que o pequeno morador na fenda de uma montanha. Em Jesus, o fraco é forte e o indefeso está seguro; eles não poderiam ser mais fortes se eles fossem gigantes, nem estarem mais seguros se eles estivessem no Céu. A fé dá aos homens na Terra, a proteção do Deus do Céu. Mais não podem eles necessitar e nem precisam eles desejar. Os coelhos não podem construir um castelo, mas aproveitam-se do que já existe. Eu não posso fazer o meu refúgio, porém, Jesus proveu-mo, o Seu Pai deu-mo e o Seu Espírito revelou-mo, e olhai! Outra vez esta noite eu entro nele e estou a salvo de todos os meus inimigos.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19,99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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