… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

21 de novembro

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
21 de novembro
“Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.” (Jo 12:2, ARC, Pt)

LÁZARO é digno de ser invejado. Se era bom ser Marta e servir, melhor era ser Lázaro e estar à mesa com Jesus. Há tempo para cada propósito e cada um é agradável na sua ocasião, mas nenhuma das árvores do jardim produz cachos como os da videira da comunhão. Sentar-se com Jesus, ouvir as Suas palavras, observar os Seus atos, e receber os Seus sorrisos, foi um favor tão grande que terá feito de Lázaro um homem tão feliz como os anjos. Quando tivermos a sorte de nos banquetear-mos com o nosso Amado no salão do Seu palácio real, nós não teríamos dado nem a metade de um suspiro por todos os reinos do mundo se com isso os tivéssemos podido comprar.

Lázaro é digno de ser imitado. Teria sido estranho que Lázaro não tivesse estado à mesa onde Jesus estava, porquanto ele tinha estado morto e Jesus ressuscitou-o. Além disso, teria sido, de facto, um ato de ingratidão que Lázaro estivesse ausente quando o Senhor que lhe deu vida estava em sua casa. Nós também estávamos outrora mortos; sim, e como Lázaro, fedendo no sepulcro do pecado; Jesus levantou-nos, e pela Sua vida, nós vivemos. Poderíamos nós estarmos contentes vivendo afastados dEle? Deixamos de recordá-Lo na Sua mesa, onde Se Ele digna deleitar-Se com os Seus irmãos? Oh, isto é cruel! Devemos arrepender-nos e fazer como Ele nos mandou, pois a Sua última vontade deveria ser lei para nós. Se Lázaro tivesse vivido sem uma constante comunhão com Alguém de quem os Judeus disseram: “Vede como o amava”, teria sido vergonhoso para ele. E é desculpável em nós, a quem Jesus amou com um amor eterno, uma atitude semelhante? Se Lázaro se tivesse mostrado frio para com Jesus, que chorou sobre o seu corpo morto, teria demonstrado muita insensibilidade. E o que demonstraria em nós uma atitude igual, sobre quem o Salvador não apenas chorou mas também derramou o Seu sangue? Vem, irmão, que lês esta meditação, voltemo-nos para o nosso Noivo celestial e supliquemos ao Seu Espírito que possamos estar numa relação mais íntima com Ele e daqui em diante que sentemo-nos à mesa com Ele.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19,99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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