… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

22 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
22 de novembro
“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, ...” (1Co 13:1, ARC, Pt)
Depois duma jovem soprano ter feito a sua estreia na ópera, um crítico escreveu que a sua brilhante atuação teria ainda sido melhor se ela tivesse amado. Ele detetou a ausência de amor. Como? Aparentemente o seu canto era tecnicamente perfeito mas carecia de calor.



Nós também podemos ir pela vida fazendo todas as coisas de maneira correcta. Podemos ser honestos, honrados, justos, generosos, trabalhadores e humildes. Não obstante, todas estas virtudes não podem compensar a falta de amor.



Muitos de nós passamos momentos difíceis sabendo como dar e receber amor. Li recentemente de uma celebridade: “que podia fazer tudo, excepto expressar o que sentia pelas pessoas que amava.”



No seu livro, People in prayer (Um povo em oração), John White escreveu: “Por muitos anos assustava-me ser amado. Não me incomodava dar amor (ou o que eu pensava que era amor), mas incomodava-me se alguém, homem mulher ou menino, me mostrava muito afecto. Na nossa família nunca tínhamos aprendido como receber e como apreciar o amor. Não éramos muito bons para demonstrá-lo ou para recebê-lo. Não quero dizer que não nos amássemos ou que não encontrássemos maneiras de mostrá-lo. Mas éramos muito britânicos. Quando tinha dezanove anos e deixei o lar para ir para a guerra, o meu pai fez algo totalmente inesperado. Pôs as suas mãos sobre o meu ombro e beijou-me. Eu estava pasmado. Não sabia o que dizer ou o que fazer. Para mim foi muito embaraçoso, enquanto que para meu pai deve ter sido muito triste.”



Um dia White sonhou que viu Cristo frente a ele, levando nas Suas mãos as cicatrizes dos pregos estendidas para ele. Ao princípio sentia-se impotente para receber o amor de Cristo. Depois orou: “Oh Senhor, quero tomar as Tuas mãos, mas não posso.”



“Na quietude que se seguiu apoderou-se de mim um sentimento muito real de que o muro defensivo que tinha construído ao meu redor gradualmente se derrubava e experimentava o que era deixar que o amor de Cristo me envolvesse e me enchesse.”



Se tivermos construído muralhas defensivas ao nosso redor, obstaculizando o fluir do amor de ou para nós, devemos permitir que o Senhor as derrube e nos liberte dos temores que nos fazem ser Cristãos frios.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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