… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

22 de novembro


Oswald Chambers 
My Utmost for His Highest
22 de novembro BANAL E PROFUNDO

“Quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.” (1Co 10:31, ARC, Pt)
Toma cuidado para não permitires o pensamento de que os aspectos banais da vida não são ordenados por Deus, eles são ordenados de maneira idêntica por Ele tanto como os profundos.



Nós, às vezes, recusamo-nos a ser banais, não devido à nossa devoção profunda em Deus, mas porque queremos impressionar outras pessoas com o facto de que nós não somos banais. Isto é um claro sinal de orgulho espiritual. Temos de ter cuidado, pois esta é a forma como o desprezo pelos outros é produzido nas nossas vidas. E isso origina que nós tenhamos um comportamento censurável para com as outras pessoas, porque elas são mais banais do que nós. Cuidado com o teu alardeamento como uma pessoa profunda— Deus tornou-Se um bebé.



O ser-se banal não é um sinal de se ser pecador, nem é a superficialidade uma indicação de que não há profundidade na tua vida, de modo algum— o oceano tem uma costa. Mesmo as coisas banais da vida, como comer e beber, andar e falar, são ordenados por Deus. Estas são todas as coisas que o nosso Senhor fez. Ele fê-las como o Filho de Deus, e Ele disse: “Não é o discípulo mais do que o mestre… “ (Mt 10:24).



Nós somos salvaguardados pelas coisas banais da vida. Temos de viver a vida terrena do senso comum com bom senso. Então, quando Deus nos dá as coisas mais profundas, eles são, obviamente, separadas das que dizem respeito às de pouca profundidade. Nunca mostres a profundidade da tua vida a alguém, senão a Deus. Somos tão repugnantemente importantes, tão desesperadamente interessados no nosso próprio caráter e reputação, que nos recusamos a comportarmo-nos como Cristãos nas coisas banais da vida.



Toma a decisão de não levares ninguém a sério, exceto Deus. Tu tens de descobrir que a primeira pessoa com a qual deves ser muito crítico, por ser a maior fraude que tu alguma vez tenhas conhecido, és tu mesmo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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