… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

23 de novembro


Oswald Chambers 
My Utmost for His Highest
23 de novembro O TRANSTORNO DO DESPREZO

“Tem piedade de nós, ó Senhor, tem piedade de nós, pois estamos assaz fartos de desprezo.” (Sl 123:3, ARC, Pt)

Aquilo de que devemos tomar cuidado não é do que prejudica a nossa crença em Deus, mas do que prejudica a nossa disposição cristã ou o nosso estado de espírito. “Guardai-vos em vosso espírito, e não sejais desleais” (Ml 2:16, ARC, Pt). O nosso estado de espírito é poderoso em seus efeitos. Ele pode ser o inimigo que penetra diretamente na nossa alma e distrai a mente de Deus. Há certas atitudes que nunca devemos permitir. Se as permitirmos, descobriremos que elas nos têm distraído da fé em Deus. Até que não regressemos num espírito manso e quieto perante Ele, a nossa fé não tem nenhum valor, e a nossa confiança na carne e no engenho humano é o que rege as nossas vidas.



Guarda-te d’ “os cuidados deste mundo...” (Mc 4:19, ARC, Pt). Eles são exatamente as coisas que produzem as atitudes erradas na nossa alma. É incrível o enorme poder que existe nas coisas simples para desviar a nossa atenção para longe de Deus! Recusa-te a ser inundado pel’ “os cuidados deste mundo.”



Outra coisa que nos distrai é a nossa paixão por nos justificarmos. Santo Agostinho orou: “Senhor, livra-me deste desejo de me estar sempre a justificar a mim mesmo!” Esta necessidade de justificação constante destrói a fé da nossa alma em Deus. Não digas: “Eu devo explicar-me,” ou, “Eu preciso de fazer com que as pessoas entendam.” Nosso Senhor nunca explicou nada— Ele deixou que os mal-entendidos ou as ideias erradas dos outros se corrigissem por si mesmas.



Quando percebemos que outras pessoas não estão crescendo espiritualmente e permitimos que esse discernimento se transforme em críticas, obstruímos a nossa comunhão com Deus. Deus nunca nos dá discernimento para que possamos criticar, mas para que possamos interceder.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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