… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

25 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
25 de novembro
“... E sede agradecidos.” (Cl 3:15, ARC, Pt)

Um coração agradecido dá estímulo à vida. Ao terminar um jantar, um dos filhos disse: “Mamã, o jantar estava tão bom!” Esse comentário acrescentou um toque cálido àquele lar feliz.

Com muita frequência deixamos de expressar o nosso agradecimento. O Senhor Jesus sarou dez leprosos, mas só um retornou para Lhe agradecer, e era samaritano (Lc 17:17). Tiramos duas lições. A gratidão é escassa no mundo dos homens caídos e quando faz a sua aparição, vem de onde menos a esperamos.

É fácil sentirmo-nos entristecidos quando mostramos alguma bondade pelos outros e estes não têm sequer a cortesia de dizer-nos “obrigado.”

Pela mesma razão, devemos compreender como se sentem os outros quando não lhes expressamos gratidão pelos favores recebidos.

Até um exame superficial da Bíblia nos deixa ver que está saturada de exortações e de exemplos de acções de graças a Deus. Há muitas coisas pelas quais devemos estar agradecidos para com Ele; provavelmente não poderíamos enumerá-las todas. As nossas vidas devem ser salmos de acção de graças a Deus.

“Milhares de preciosos dons
Diariamente Te agradeço
E o meu alegre coração
Prova-os cheio de gozo.”

Devemos cultivar o hábito de expressar agradecimento também uns para com os outros. Um caloroso aperto de mãos, uma chamada telefónica ou uma carta, como levantam o nosso ânimo! Um médico já entrado em anos, recebeu de um dos seus pacientes uma nota de agradecimento anexa com o pagamento de uma factura. O médico guardou aquela nota entre as suas mais apreciadas posses; era a primeira que recebia.

Devemos ser prontos para expressar a nossa gratidão pelos obséquios, pela hospitalidade e pelo transporte grátis, pelo empréstimo de ferramentas ou por outras coisas, pela ajuda com que nos brindam nos nossos projectos de trabalho, por cada forma de bondade e de serviço que nos demostram.

O problema é que muitas vezes damos estas coisas por adquiridas ou somos muito indisciplinados para nos sentarmos a escrever uma carta. Defendemo-nos dizendo: “Na nossa cultura não se escrevem cartas agradecendo.” Mas, se assim é o caso, sendo Cristãos devemos romper com o mau hábito da nossa cultura, e desenvolvamos o hábito de agradecer, estando conscientes de tudo o que temos de agradecer, pelo que devemos estar agradecidos, e treinemo-nos para reconhecer estas coisas sem demora. A prontidão deste reconhecimento multiplica as graças.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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