… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 26 de novembro de 2016

26 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
26 de novembro
“Não havendo profecia, o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é bem-aventurado.” (Pv 29:18, ARC, Pt)

Lemos na primeira parte do versículo de hoje: “Sem profecia o povo perece”, e por regra entendemos que se refere a que devemos ter metas pelas quais trabalhar. Tem de haver em mente um programa definido com uma descrição clara dos resultados desejados e os passos que a eles conduzem.

Porém, no nosso texto a palavra “profecia” significa “uma revelação de Deus.” E a palavra “desenfrear” significa “abandonar as restrições.” A ideia apresentada é que onde a Palavra de Deus não é conhecida, ou onde não é respeitada, o povo corrompe-se.

O contraste encontra-se na segunda metade do versículo: “mas o que guarda a lei é bem-aventurado.” Por outras palavras, o caminho da bênção encontra-se quando se obedece à vontade de Deus, tal como se encontra na Palavra.

Pensemos na primeira parte do versículo. Quando o povo abandona o conhecimento de Deus, a sua conduta torna-se incontrolável. Suponhamos, por exemplo, que uma nação se afasta de Deus e explica que tudo o que existe se apoia num processo evolutivo. Isso significa que o homem é o resultado de um processo meramente natural e não a criação de um Ser sobrenatural. Se isto fosse assim, então ficaríamos sem apoio para as normas éticas. Todo o nosso comportamento seria o resultado inevitável de causas naturais. Como o assinalam Lunn e Lean em “A Nova Moralidade”: “Se a primeira célula vivente evoluiu por um processo puramente natural na superfície de um planeta sem vida, se a mente do homem for o produto das forças naturais e materiais como o é um vulcão, torna-se tão irracional condenar os políticos da África do Sul pelo apartheid como condenar um vulcão por expelir a sua lava.”

Se rechaçarmos a Palavra de Deus, então não há leis absolutas do bem e do mal. As verdades éticas dependem dos indivíduos ou dos grupos que as erigem. O povo vem a ser o juiz de sua própria conduta. A sua filosofia é “se isso te faz sentir bem, fá-lo.” O facto de que “todos o fazem” é a justificação suficiente que necessitam.

Deste modo o povo se desenfreia. Abandona-se à fornicação, ao adultério e à homossexualidade. O crime e a violência incrementam-se em proporções alarmantes. A corrupção invade o mundo dos negócios e do governo. Mentir e enganar devem ser formas aceites de conduta. A malha da sociedade descose-se.

“...mas o que guarda a lei, esse é bem-aventurado.” Mesmo que o resto do mundo se desmande, o crente pode encontrar a boa vida quando crê e obedece à Palavra de Deus. Este é o único caminho a seguir.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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