… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 27 de novembro de 2016

27 de novembro


Oswald Chambers 
My Utmost for His Highest
27 de novembro   A CONSAGRAÇÃO DO PODER ESPIRITUAL

“… pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gl 6:14, ARC, Pt)

Se medito na Cruz de Cristo, não me tornarei estupidamente num beato subjectivo e unicamente interessado na minha própria santidade— mas concentrar-me-ei primordialmente nos interesses de Jesus Cristo. Nosso Senhor não era um eremita nem um santo fanático praticando a abnegação. Ele não Se apartou fisicamente da sociedade, mas Ele esteve interiormente desligado dela o tempo todo. Ele não estava afastado dela, mas Ele vivia num outro mundo. De facto, Ele viva quotidianamente tão comummente no mundo que as pessoas religiosas dos Seus dias O acusaram de Ele ser um comilão e um beberrão. No entanto, nunca o nosso Senhor permitiu que qualquer coisa interferisse com a consagração do Seu poder espiritual.

A nossa consagração não é genuína quando pensamos que nos podemos recusar a sermos usados por Deus agora, a fim de guardarmos o nosso poder espiritual para uso posterior. Isso é um erro incorrigível. O Espírito de Deus tem libertado muitas pessoas dos seus pecados, mas elas não estão experimentando nenhuma plenitude nas suas vidas— nenhum sentido de verdadeira liberdade. A espécie de vida religiosa que vemos por todo o mundo actualmente é totalmente diferente da vigorosa santidade da vida de Jesus Cristo. “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo 17:15, ARC, Pt). Temos de estar no mundo, mas não sermos dele— estarmos separados no íntimo, não exteriormente (ver João 17:16).

Nunca devemos permitir que qualquer coisa interfira com a consagração do nosso poder espiritual. A consagração (sendo dedicado ao serviço de Deus) é a nossa parte; a santificação (sendo separado do pecado e sendo santificado) é parte de Deus. Temos de tomar uma determinação deliberada de estarmos interessados apenas naquilo em que Deus está interessado. Quando defrontados com um problema desconcertante, a maneira de tomar essa determinação é interrogarmo-nos a nós mesmos: “É esta a espécie de coisa em que Jesus Cristo está interessado, ou é esta alguma coisa em que o espírito que é diametralmente oposto a Jesus está interessado?”

 

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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