… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 27 de novembro de 2016

27 de novembro


C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

27 de novembro
“A remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.” (Ef 1:7, ARC, Pt)


PODERÁ haver uma palavra mais doce, em qualquer língua, do que a palavra “remissão”, quando ela soa aos ouvidos de um pecador culpado como as notas de prata do jubileu aos ouvidos de um cativo israelita? Bendita, bendita seja para sempre aquela amada estrela do perdão que projeta a sua luz na cela de um condenado e dá ao que perece um raio de esperança no meio do seu desespero! Pode ser possível que o pecado, o meu pecado, possa ser perdoado, perdoado inteiramente e para sempre? Como pecador, mereço o inferno. Não há possibilidade da minha fuga dele, enquanto o pecado permaneça em mim. Pode o fardo do pecado ser tirado e a mancha vermelha ser apagada? Podem as pedras adamantinas da minha prisão desprender-se alguma vez dos seus encaixes, ou as portas serem tiradas de suas dobradiças? Jesus diz-me que ainda posso ser justificado. Bendita seja para sempre a revelação do amor expiatório que não só me faz saber que o perdão é possível, mas que esse perdão está garantido para todo aquele que descansa em Jesus. Eu tenho crido na propiciação designada, igualmente em Jesus crucificado, e portanto, os meus pecados estão, neste momento, e para sempre, perdoados por meio das Suas dores e morte substitutas. Que gozo é este! Que felicidade o ser perfeitamente perdoado! Minha alma consagra todas as tuas virtudes Àquele que pelo Seu amor impagável Se fez meu fiador e obrou a minha redenção por meio do Seu sangue. Que riquezas de graça exibe o perdão gratuito! Perdoa totalmente, plenamente, gratuitamente e eternamente! Aqui há uma constelação de portentos; e quando penso quão horrendos foram os meus pecados, quão preciosas foram as gotas de sangue que me limparam deles e quão cheio de graça o método pelo qual o perdão me foi concedido, adoro a Deus com profundo agradecimento. Inclino-me diante do trono que me absolve, abraço a cruz que me liberta e, de aqui em diante, sirvo todos os dias ao Deus Encarnado por Quem sou esta noite uma alma perdoada.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19,99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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