… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

28 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
28 de novembro
“... Pela graça de Deus sou o que sou” (1Co 15:10, ARC, Pt).

Uma das agonias da vida que infligimos a nós mesmos é procurar ser alguém que ninguém teve a intenção de que fôssemos. Cada um é uma criação única de Deus. Como alguém disse: “Quando Ele nos fez, em seguida quebrou o molde.” Nunca desejou que nós procurássemos ser o que não somos.

Maxwell Maltz escreveu: “Tu como personalidade não estás em concorrência com nenhuma outra pessoa, pela simples razão de que não há outra como tu em toda a face da Terra. És um indivíduo. És único. Não és como qualquer outra pessoa e jamais poderás ser qualquer outra pessoa. Não se supõe que devas ser como qualquer outra pessoa e não ‘se supõe’ que alguém deva ser como tu.”

“Deus não criou a uma pessoa modelo e a etiquetou dizendo: assim devem ser todos. Fez a cada ser humano individual e único assim como fez a cada floco de neve individual e único.

Cada um de nós é o produto da sabedoria e amor de Deus. Ao fazer-nos como somos, sabia exactamente o que fazia. A nossa aparência, inteligência e talentos representam o melhor dEle para nós. Qualquer um que tivesse conhecimento e amor infinitos teria feito o mesmo.
Pois bem, desejar ser diferentes de como somos é um insulto a Deus. Sugere que Ele cometeu um erro ou que nos negou algo que teria sido para nosso bem.

Desejar ser distinto é inútil. Deus fez-nos e deu-nos tudo o que temos com um objectivo. Não há dúvida de que podemos imitar as virtudes de outras pessoas, pois Deus assim nos manda, que sejamos imitadores, mas aqui estamos falando do que somos fisicamente e em talentos como criação de Deus.

Se estivermos insatisfeitos com o projecto de Deus para nossa vida, paralisar-nos-emos com sentimentos de inferioridade. Mas esta não é uma questão de inferioridade. Não somos inferiores, unicamente individuais e únicos.

Tudo tento de ser o que não somos está condenado ao fracasso. É tão inconcebível como se um dedo de nossa mão tratasse de fazer o trabalho do coração. Esse não foi o intuito de Deus e simplesmente não funcionará.

A atitude adequada está em dizer com Paulo: “Pela graça de Deus sou o que sou” (1Co 15:10). Devemo-nos regozijarmo-nos porque somos um desenho especial de Deus e determinar utilizar o que somos e temos ao máximo para Sua glória. Há muitas coisas que não poderemos fazer, mas há outras que podemos fazer e que outras não.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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