… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

3 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
3 de novembro
“Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade.” (2Tm 2:19, ARC, Pt)

Até já nos dias dos Apóstolos havia muita confusão no mundo religioso. Por exemplo, havia dois homens ensinando a estranha doutrina de que a ressurreição dos crentes já se havia efetuado. Para nós esta ideia é uma loucura. Porém, era tão grave que tinha como consequência afundar a fé de alguns. A pergunta surge naturalmente: “Estes dois homens eram Cristãos genuínos?”

Com frequência confrontamo-nos com a mesma pergunta hoje. Há um proeminente comentador bíblico que nega o Nascimento Virginal. Um professor de seminário bíblico ensina que a Bíblia contém enganos. Um missionário prega o Evangelho com muito ardor, mas depois ensina que se pode perder a salvação. Um estudante universitário diz ter sido salvado por graça, por meio da fé, e contudo, aferra-se a guardar o sábado como algo essencial para a salvação. Um homem de negócios fala de uma experiência de conversão, porém permanece numa igreja que adora ídolos, que ensina a salvação por meio dos sacramentos e pretende que o seu líder é infalível em matéria de fé e moral. São estes, Cristãos verdadeiros?

Falando com franqueza, há casos onde nos é difícil saber com precisão se uma pessoa é realmente um verdadeiro crente ou não. Entre o verdadeiro e o falso, o branco e o negro, às vezes aparecem-nos os meios tons. Não podemos estar seguros nesta área. Somente Deus sabe.

O que é seguro num mundo de incertezas é o fundamento de Deus. Tudo o que Ele constrói é firme e sólido. O Seu fundamento leva um selo e sobre este há duas inscrições. Uma apresenta o lado divino e a outra, o humano. A primeira é declarativa e a segunda imperativa.

O lado divino consiste em que o Senhor conhece os que são Seus. Conhece aqueles que Lhe pertencem genuinamente ainda que os seus actos não sejam sempre como devessem ser. Por outro lado, é consciente de todo o fingimento e hipocrisia dos que têm uma aparência externa, mas não uma verdade interna. Talvez nós não possamos distinguir a ovelha da cabra, mas Ele pode e fá-lo.

O lado humano é que todo aquele que invoca o Nome de Cristo deve apartar-se da iniquidade. Assim é como uma pessoa pode demonstrar a realidade da sua vocação. Qualquer um que continua no pecado perde credibilidade no que respeita à sua pretensão de ser Cristão.

Este é, então, o nosso recurso quando encontramos dificuldade para distinguir entre o trigo e o joio. O Senhor conhece os que são Seus. Todos os que dizem sê-lo devem demonstrá-lo aos demais por meio da separação do pecado.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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