… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

30 de novembro

C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas

30 de novembro
“Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos.” (Ap 12:7, ARC, Pt)

HAVERÁ sempre guerras entre estas duas grandes soberanias até que uma ou outra seja esmagada. É impossível que haja paz entre o bem e o mal. A mera pretensão de que a possa haver, de facto, significaria o triunfo das forças das trevas. Miguel lutará sempre. A sua alma santa está vexada com o pecado e não o tolerará. Jesus será sempre o inimigo do dragão, não num sentido pacífico, mas ativamente, vigorosamente, com toda a determinação para exterminar o pecado. Todos os Seus servos, quer os anjos no Céu, quer os mensageiros da Terra, querem e devem lutar. Eles nasceram para ser guerreiros e junto à cruz eles entraram num pacto de jamais fazer as tréguas com o mal. Eles constituem uma companhia belicosa, firme na defesa e feroz no ataque. O dever moral de cada soldado é todos os dias, no exército do Senhor, com todo o seu coração, alma e força, lutar contra o dragão.

O dragão e seus anjos não declinarão na rixa; eles são incansáveis nas suas arremetidas e não deixam de usar nenhuma arma, sejam elas legítimas ou ilegítimas. Nós somos néscios esperar servir a Deus sem oposição. Quanto mais zelosos sejamos, mais certamente seremos assaltados pelos lacaios servis do inferno. A Igreja pode mostrar-se indolente, mas não assim o seu grande adversário. O seu incansável espírito jamais permite que a guerra cesse. O dragão odeia a semente da mulher e de boa vontade devoraria a Igreja se ele pudesse. Os servos de Satã compartilham muito das energias do antigo dragão, e, geralmente, são uma raça ativa. A guerra enfurece-se por toda a parte e sonhar com a paz é perigoso e fútil.

Graças a Deus, nós conhecemos o fim da guerra. O grande dragão será banido e destruído para sempre, enquanto que Jesus e aqueles que estão com Ele receberão a coroa. Afiemos as nossas espadas esta noite e supliquemos ao Espírito Santo que revigore os nossos braços para a luta. Nunca houve uma batalha tão importante como esta, nem sequer uma coroa tão gloriosa. Que cada homem esteja no seu posto, oh soldados da cruz, e que o Senhor esmague, em breve, Satã debaixo dos vossos pés!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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