… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 5 de novembro de 2016

5 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
5 de novembro

“Mantendo a fé e a boa consciência” (1Tm 1:19, ARC, Pt)

A consciência é um mecanismo de controlo que Deus deu ao homem para aprovar a conduta reta e protestar contra a errada. Quando Adão e Eva pecaram, as suas consciências condenaram-nos e eles souberam que estavam nus.

Como as demais partes da natureza humana, a consciência foi afectada com a entrada do pecado, de modo que, agora, nem sempre ela é plenamente confiável. A velha máxima: “Deixa que a tua consciência seja o teu guia”, não é uma regra inalterável, nem pouco mais ou menos. Contudo, até nos mais depravados, a consciência ainda cintila os seus sinais vermelho e verde.

No momento da conversão a consciência de uma pessoa é purificada das obras mortas pelo sangue de Cristo (Hb 9:14). Isto significa que já não depende das suas próprias obras para conseguir uma posição favorável perante Deus. O seu coração está purificado da má consciência (Hb 10:22), porquanto ele sabe que a questão do pecado foi resolvida de uma vez por todas pela obra de Cristo. A consciência não o condena nunca mais no que diz respeito à culpa e à condenação do pecado.

Daí em adiante, o crente deseja conservar uma consciência irrepreensível perante Deus e perante os homens (At 24:16). Anela ter uma boa consciência (1Tm 1:5, 19; Hb 13:18; 1Pe 3:16) e uma consciência limpa (1Tm 3:9).

A consciência do crente precisa de ser educada pelo Espírito de Deus através da Palavra de Deus. Deste modo, desenvolve uma sensibilidade crescente para com as áreas questionáveis da conduta cristã.

Os crentes que são excessivamente escrupulosos sobre assuntos que não são nem bons nem maus em si mesmos, têm uma consciência débil. Pecam se fizerem algo que as suas consciências os reprovem (Rm 14:23) e contaminam a sua consciência (1Co 8:7).

A consciência parece-se com uma borracha elástica. Quanto mais se estica, mais elasticidade perde. A consciência também se pode afogar. Um homem pode justificar tanto a sua má conduta, até ao ponto da consciência dizer o que ele quer que ela diga.

Os incrédulos podem ter uma consciência cauterizada (1Tm 4:2), como se estivesse queimada por um ferro aquecido em brasa. Pelo rechaço contínuo da voz da consciência, finalmente chegam ao ponto em que já não lhes dói pecar (Ef 4:19).

Deus torna o homem responsável pelo que faz com a sua consciência. Não se pode abusar com impunidade de nenhuma das faculdades dada por Deus.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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