… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 6 de novembro de 2016

6 de novembro

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
6 de novembro
“Dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus vos tem mandado.” (Hb 9:20, ARC, Pt)

HÁ um estranho poder na palavra sangue, e a sua presença é sempre comovedora. Um coração sensível não pode ver sequer um pardal sangrar, e a menos que esteja familiarizado com isso, afasta-se com horror da matança de uma besta. Quanto ao sangue humano, é uma coisa sagrada; é um homicídio derramá-lo levado pela ira, é um terrível crime desperdiçá-lo na guerra. É esta gravidade ocasionada pelo facto de que o sangue é a vida e o seu derramamento é sinal de morte? Nós pensamos que sim. Quando nos levantamos para contemplar o sangue do Filho de Deus, o nosso temor é ainda mais aumentado e nós estremecemo-nos ao pensar no crime do pecado e no terrível castigo que suportou Aquele que o expiou. O sangue é sempre precioso e é inestimável quando ele mana do lado de Emanuel. O sangue de Jesus sela o pacto da graça e torna-o para sempre indubitável. Os pactos da antiguidade eram feitos por meio de sacrifícios e o pacto eterno foi ratificado da mesma maneira. Oh, o prazer de sermos salvos por meio do seguro fundamento dos contratos divinos, que não podem ser desonrados! A salvação pelas obras da lei é uma frágil e quebrada nave cujo naufrágio é seguro; porém, a nave do pacto não teme as tormentas, porque o sangue a garante completamente. O sangue de Jesus fez o Seu testamento válido. Os testamentos não valem nada a não ser que os testadores morram. Neste sentido, a lança do soldado é uma bendita ajuda à fé, pois prova que o nosso Senhor morreu realmente. Sobre este assunto não pode haver nenhuma dúvida e nós podemos intrepidamente apropriar-nos das heranças que Ele deixou para o Seu povo. Felizes aqueles que vêem o seu título de bênçãos celestiais ser-lhes garantido por um Salvador moribundo! Porém, não tem este sangue alguma palavra para nós? Não nos está ele pedindo que nos santifiquemos para Aquele por quem fomos redimidos? Não nos chama ele para a novidade de vida e nos incita a consagrarmo-nos completamente ao Senhor? Oh, que o poder do sangue possa ser conhecido por nós, e sentido em nós, esta noite!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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