… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

7 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
7 de novembro
“Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez, e como teve misericórdia de ti.” (Mc 5:19, ARC, Pt)

Na ocasião em que nos convertemos, é tão simples e maravilhoso o que nos aconteceu que quando o contamos a todos os nossos parentes, pensamos que estes desejarão, como nós, entregar-se pela fé ao Salvador. Em vez disto, em alguns casos verificamos que estão ressentidos, receosos e hostis connosco. Actuam como se tivessem sido traídos. Encontrando-nos nesta atmosfera, frequentemente respondemos de tal maneira que somos um estorvo para que eles venham a crer em Cristo. Algumas vezes devolvemos-lhes o golpe, para logo nos tornarmos distantes, melancólicos e introvertidos. Criticamo-los pelo seu estilo de vida não Cristão, esquecendo-nos que não têm o poder divino necessário para fazer frente às normas cristãs. É fácil sob tais circunstâncias dar a impressão de que nos consideramos superiores a eles. Já que é provável que nos acusem de uma atitude de “sou mais santo do que tu”, devemos evitar cuidadosamente dar-lhes algum motivo para que pensem assim.

Outro erro que frequentemente cometemos é fazê-los tragar à força o Evangelho. No nosso amor por eles e zelo pelas suas almas, empregamos um modo ofensivo de evangelização o que provoca o seu afastamento de nós.

Uma coisa leva à outra. Não mostramos submissão amorosa aos nossos pais porque não entendemos que a nossa fé cristã não nos liberta da obrigação de lhes obedecer. Depois, ausentamo-nos com mais frequência de casa, passando o tempo nos cultos da Assembleia Local e com outros Cristãos. Isto, por sua vez, aumenta o seu ressentimento contra a Assembleia Local e os Cristãos. Quando Jesus sarou o possuído pelos demónios, disse-lhe que voltasse para a sua casa e contasse aos seus amigos quão grandes coisas tinha feito o Senhor por ele. A primeira coisa que devemos fazer é dar um testemunho simples, humilde e amoroso da nossa conversão.

Isto deve ir acompanhado pelo testemunho de uma vida transformada. A nossa luz deve brilhar diante deles para que possam ver as nossas obras e para que glorifiquem ao Pai que está no Céu (Mt 5:16).

Isso levar-nos-á a mostrar aos nossos pais uma nova submissão, um novo amor, um novo respeito e uma nova honra, tomando em conta os seus conselhos, a menos que estes contradigam a Escritura. Devemos ser mais aplicados no lar do que fomos antes, limpando a nossa habitação, esfregando pratos, tirando o lixo, e tudo o mais, sem que isso nos peçam.

Isto significará aceitar as críticas com paciência, sem tomar represálias. Ficarão agradavelmente surpreendidos pelo nosso espírito quebrantado, especialmente se não o viram antes. Com pequenas mostras de bondade podemos romper a oposição: uma cartas de agradecimento, umas chamadas telefónicas e alguns presentes. Em vez de nos isolar dos nossos familiares, devemos passar tempo com eles, num esforço para fortalecer as nossas relações. Então, eles sentir-se-ão mais inclinados a aceitar um convite para assistir connosco a uma reunião da Assembleia Local, e possivelmente com o tempo comprometer-se-ão com o Senhor Jesus Cristo.
  
Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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