… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

7 de novembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
7 de novembro
“Eis que nas palmas das Minhas mãos Eu te gravei.” (Is 49:16, ARC, Pt)

NÃO há dúvida de que uma parte da admiração que contêm as palavras: “Eis que”, é produzida pela incrédula lamentação do versículo 14. Sião disse: “Já me desamparou o SENHOR, e o meu Senhor Se esqueceu de mim.” Quão assombrada parece estar a mente Divina ante esta ímpia incredulidade! Não há outra coisa que surpreenda mais do que as dúvidas e os temores infundados do favorecido povo de Deus.

As amorosas palavras de censura que o Senhor pronuncia, deviam fazer-nos ruborizar. Nelas o Senhor clama: “Como posso esquecer-te, se Eu te tenho gravado nas palmas das Minhas mãos? Como te atreves a duvidar de que Eu te recordo constantemente, se a tua lembrança está gravada no Meu próprio Ser?” Oh incredulidade, que estranha maravilha tu és! Não sabemos do que nos admirar mais, se da fidelidade de Deus ou da incredulidade do Seu povo. Ele cumpre a Sua promessa mil vezes, e, sem embargo, a próxima dificuldade que nos chega, faz-nos duvidar dEle. Ele nunca falha, Ele não é de modo algum como uma fonte seca, Ele não é como o Sol posto, nem como o vapor que se dissipa, e, sem embargo, nós estamos sempre acossados com ansiedades, atormentados com desconfiança e turvados com temores, como se Deus fosse a miragem do deserto. “Eis que” é uma expressão que se aplica para excitar a admiração. Aqui, na verdade, há motivo para nos maravilharmos. Os Céus e a Terra bem podem surpreender-se de que os rebeldes tenham conseguido aproximar-se tanto do coração do Amor infinito para serem gravados nas palmas das Suas mãos. “Eu te gravei.” Não diz: “Tenho gravado o teu nome.” O nome também está lá, mas isso não é tudo: “Eu te gravei.” Percebe a magnificência disto! Gravei a tua pessoa, a tua imagem, as tuas circunstâncias, as tuas tentações, as tuas debilidades, as tuas necessidades e as tuas obras. Eu te gravei a ti, a tudo acerca de ti, a tudo o que diz te respeito, a tudo isso, em conjunto, gravei lá. Dirás outra vez que o teu Deus Se tem esquecido de ti, sabendo que tu foste gravado por Ele mesmo, nas palmas das Suas próprias mãos?

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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