… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 8 de novembro de 2016

8 de novembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
8 de novembro
“Cada um fique na vocação em que foi chamado.” (1Co 7:20, ARC, Pt)

Quando uma pessoa se converte pode pensar que tem de romper com tudo a que estava associado na sua vida anterior. Para corrigir esta ideia, o apóstolo Paulo institui a regra geral que estabelece que uma pessoa deve permanecer no estado em que foi chamada, no tempo da sua conversão. Consideremos esta regra e vejamos o que significa e o que não significa.



No seu contexto imediato, o versículo aplica-se a uma relação matrimonial especial. Dá-se o caso em que um dos cônjuges é salvo mas o outro não. O que deve fazer o crente? Deve divorciar-se da sua esposa? Não, diz Paulo, deve permanecer nessa relação matrimonial com a esperança de que a sua companheira se converta por meio do seu testemunho.



Geralmente, a regra de Paulo, assinala que a conversão não requer a interrupção violenta ou o desmoronamento contundente das relações e associações mantidas antes da salvação que não estão proibidas expressamente pela Escritura. Por exemplo, um judeu não precisa de recorrer à cirurgia para apagar a marca física da sua herança judaica. Tampouco um crente gentio deve submeter-se a alguma mudança física, como a circuncisão, para que se distinga dos pagãos. As características ou marcas físicas realmente não importam. O que Deus deseja ver é que obedecemos aos Seus mandamentos.



Um homem que é escravo[1] no momento do seu novo nascimento, não deve rebelar-se da sua servidão atraindo sobre si problemas e castigos. Pode ser um bom escravo e um bom Cristão ao mesmo tempo. A posição social e as distinções de classe não contam para Deus. Entretanto, se um escravo pode obter a sua liberdade por meios legítimos, deve fazê-lo.



Até aqui o que significa a norma de Paulo. É evidente que há excepções importantes na regra. Por exemplo, não significa que um homem com uma ocupação ímpia deva continuar nela. Se um homem, trabalha num bar ou dirige uma casa de prostituição ou um casino, saberá por instinto espiritual que tem de mudar. Outra excepção à regra geral tem a ver com as relações religiosas. Um crente não deve continuar num sistema onde se nega as verdades da fé cristã. Deve separar-se de qualquer igreja[2] que desonre o Salvador. Isto também se aplicaria aos sócios dum clube social onde o Nome de Cristo se proscreve ou é indesejável. O que é leal ao Filho de Deus renuncia a lugares como este.



Resumindo, a norma é que o crente deve permanecer no estado em que foi chamado a menos que este estado seja pecaminoso e desonre o Senhor. Não tem de romper com relações estabelecidas anteriormente a menos que estejam claramente proibidas pela Palavra de Deus.

[1] No mundo antigo!


[2] Denominação religiosa

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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