… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 8 de novembro de 2016

8 de novembro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
8 de novembro
“Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo.” (Cl 2:6, ARC, Pt)

A vida da fé está representada como recebendo; acto este que implica precisamente o oposto a tudo o que signifique mérito. É simplesmente a aceitação de um dom. Como a terra absorve a chuva, como o mar recebe os rios, como a noite aceita a luz das estrelas, assim nós, não dando nada, participamos gratuitamente da graça de Deus. Os santos, por natureza, não são nem fontes nem mananciais, mas são só cisternas, nas quais a água viva flui. São vasos vazios nos quais Deus derrama a Sua salvação. A ideia de receber denota ter sentido da realidade. Não se pode receber uma sombra; nós recebemos o que é real. Assim acontece com a vida de fé; por ela Cristo chega a ser real para nós. Enquanto estamos sem fé, Cristo é para nós um mero nome, uma pessoa que viveu há muito tempo, e que, portanto, a Sua vida é para nós agora apenas uma história! Por um acto de fé Cristo vem a ser, para os nossos corações, uma Pessoa real. Mas, receber significa, também, tomar posse de algo. A coisa que recebo torna-se minha; eu aproprio-me do que me foi dado. Quando recebo a Jesus, Ele torna-Se o meu Salvador, tão meu que nem a vida nem a morte me poderão desapossar dEle. Tudo isto significa receber a Cristo: recebê-Lo como o dom gratuito de Deus, ter consciência da Sua presença no meu coração e apropriar-me dEle como meu.

A salvação pode descrever-se como o cego recebendo a vista, o surdo recebendo a faculdade de ouvir; o morto recebendo a vida. Mas, nós não só recebemos estas bênçãos, como também recebemos o próprio JESUS CRISTO. É verdade que Ele nos deu vida, deu-nos perdão e atribuiu-nos a Sua justiça. Todas estas são coisas preciosas, mas não estamos satisfeitos com elas; nós recebemos o próprio Cristo. O Filho de Deus foi derramado em nós, e nós recebemo-Lo e temo-nos apropriado dEle. Que coração ilimitado é o de Jesus, pelo que nem o Céu, em si mesmo, o pode conter a Ele!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.


Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19.99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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