… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

9 de novembro

William MacDonald
Um dia de cada vez
9 de novembro
“Que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?” (Tg 2:14, ARC, Pt)

Tiago não diz que o homem do versículo de hoje tenha fé. O próprio homem é que diz que a tem, mas se ele realmente tivesse a fé que salva, também teria as obras. A sua fé é um assunto de palavras nada mais, e essa classe de fé não pode salvar a ninguém. As palavras sem obras estão mortas.

A salvação não se obtém pelas obras. Tampouco se consegue pela fé mais obra. Mas antes, é pela causa da fé que fazemos as boas obras.

Porquê, então, Tiago diz no versículo 24 que um homem é justificado pelas obras? Não há uma clara contradição com o ensino do Paulo, de que somos justificados pela fé? Na verdade não há contradição. Ambas as posições são certas. O facto é que há seis aspectos diferentes da justificação no Novo Testamento:

Somos justificados por Deus (Rm 8:33), é Ele quem nos considera como justos.

Somos justificados pela graça (Rm 3:24), Deus dá-nos a justificação como um dom gratuito e imerecido.

Somos justificados pela fé (Rm 5:1), recebemos este dom por acreditar no Senhor Jesus Cristo.

Somos justificados pelo sangue (Rm 5:9), o sangue precioso de Cristo é o preço que foi pago pela nossa justificação.

Somos justificados por poder (Rm 4:25), o poder que ressuscitou a nosso Senhor Jesus Cristo dos mortos, é o que faz possível a nossa justificação.

Somos justificados pelas obras (Tg 2:24), as boas obras são a evidência externa a todos de que fomos verdadeiramente justificados.

Não é suficiente atestar que tivemos uma vez uma experiência de conversão. Devemos demonstrá-la pelas boas obras que inevitavelmente seguem o Novo Nascimento.

A fé é invisível. É um transacção invisível que ocorre entre a alma e Deus. A pessoa não pode ver a sua fé, mas podemos ver as boas obras que são o fruto da fé salvadora. Enquanto não vejam as boas obras têm razão em duvidar da nossa fé.

A boa obra de Abraão foi a sua disposição para matar o seu filho como uma oferenda a Deus (Tg 2:21). A boa obra de Raab foi trair o seu país (Tg 2:25). A razão pela qual foram “boas” obras é porque demonstraram fé em Jeová. De outro modo teriam sido más obras, quer dizer, assassinato e traição.

O corpo separado do espírito está morto. Nisto consiste a morte, a separação do espírito do corpo. Deste modo a fé sem obras está morta. Não tem vida, é impotente e inoperante.

Um corpo vivo demonstra que um espírito invisível mora dentro dele, assim também as boas obras são o sinal seguro de que há fé salvadora, invisível como é, habitando dentro da pessoa.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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