… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 12 de novembro de 2016

12 de novembro

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
12 de novembro
“E aconteceu que, naqueles dias, subiu ao monte a orar e passou a noite em oração a Deus.” (Lc 6:12, ARC, Pt)

SE ALGUMA vez houve alguém que tivesse podido viver sem orar, esse foi o nosso imaculado e perfeito Senhor, e no entanto, ninguém orou tanto como Ele! Era tal o Seu amor para com Seu Pai que Ele sentia muito prazer em estar em comunhão com Ele; e tanto é o Seu amor pelo Seu povo que Ele anseia estar muito tempo intercedendo a favor dele. Esta grande inclinação de Jesus a orar deve ser uma lição para nós. Ele deu-nos um exemplo para que nós sigamos os Seus passos. O tempo que Ele escolheu para orar era apropriado, era a hora do silêncio, quando as multidões já não O incomodavam; o tempo da inacção, quando todos, exceto Ele, tinham deixado de trabalhar e o tempo, quando a sonolência tinha feito esquecer aos homens as suas dores, e interrompido os seus pedidos, feitos a Ele, em busca de socorro. Enquanto outros achavam descanso no sono, ele reanimava-Se na oração. Também o lugar foi bem escolhido. Jesus estava sozinho, onde nada podia intrometer-se ilegitimamente, onde ninguém podia observar: deste modo Ele estava livre da ostentação farisaica e das interrupções vulgares. Aquelas escuras e silenciosas colinas eram um oratório apropriado para o Filho de Deus. O céu e a Terra ouviam na quietude da meia-noite, os gemidos e os suspiros do misterioso Ser, em quem ambos os mundos se uniam. É notável a duração das Suas orações. As vigílias com grande duração não eram muito demoradas para Ele; o vento frio não esfriava as Suas devoções; as trevas lúgubres não obscureciam a Sua fé nem a solidão restringia a Sua importunidade. Nós não podemos velar com Ele uma hora, porém, Ele vela a nosso favor toda a noite. Também é notável a ocasião em que Ele elevou esta oração. Foi quando os seus inimigos se encheram de raiva. A oração foi, neste caso, o Seu refúgio e consolação. Foi antes dEle enviar os doze apóstolos. A oração, pois, foi a porta da Sua empresa, o arauto da Sua nova obra. Não desejamos nós aprender de Jesus a fim de recorrermos às orações especiais quando estamos passando por alguma prova particular ou quando estamos projetando novos esforços a favor da glória do Mestre? Senhor Jesus, ensina-nos a orar.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19,99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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