… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

28 de novembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
28 de novembro
“Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram, e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade.” (3Jo 1:3, ARC, Pt)

A verdade estava em Gaio e Gaio andava na verdade. Se a primeira afirmação não fosse certa, a segunda não teria ocorrido; e se a segunda não se pudesse dizer, a primeira teria sido uma mera pretensão. A verdade deve entrar na alma, penetrar nela e saturá-la, ou então, não tem qualquer valor. As doutrinas que só se professam como credo, são semelhantes ao pão na mão: não subministram alimento ao corpo. Mas, a doutrina aceite pelo coração, é como o alimento digerido, que, por assimilação, sustenta e vigoriza o corpo. A verdade deve ser em nós uma força viva, uma energia activa, uma realidade permanente e uma parte da trama e urdidura do nosso ser. Se a verdade está em nós, não poderemos, doravante, desfazer-nos dela. Um homem pode perder os seus vestidos ou os membros do seu corpo, mas, os seus órgãos intestinos são vitais, e não podem ser arrancados sem a perda da vida. Um Cristão pode morrer, mas não pode negar a verdade. Então, é uma lei da natureza que o interior afecta o exterior. A luz resplandece do centro da câmara luminosa do farol através do vidro. Quando, por isso, a verdade se acende dentro do coração, o seu resplendor logo se manifesta na vida e na conversação. Diz-se que os alimentos de certos vermes dão cor ao casulo de seda que eles fazem. Da mesma maneira, o alimento do qual vive o homem interior dá às suas palavras e obras uma coloração peculiar. Andar na verdade denota uma vida de integridade, de santidade, de fidelidade e de sinceridade, que é o resultado dos princípios da verdade que nos ensina o Evangelho e que o Espírito Deus nos permite receber. Oh Espírito cheio de compaixão!, permite-nos ser hoje regidos e governados pela Tua santa autoridade, de modo que nada falso ou pecador reine nos nossos corações, para que não estenda a sua influência maligna na nossa caminhada diária, nem se misture comigo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19,99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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