… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 19 de novembro de 2016

19 de novembro

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
19 de novembro
“Ah! Se eu soubesse onde O poderia achar!” (Jb 23:3, ARC, Pt)

NOS momentos mais angustiantes da sua vida, Job clamou em busca do Senhor. O ansioso desejo dum aflito filho de Deus é ver uma vez mais o rosto de seu Pai. A sua primeira oração não foi: “Ah! Se eu pudesse ser curado da enfermidade que neste momento ulcera todo o meu corpo!”, nem tão-pouco: “Ah! Se eu pudesse ver os meus filhos restituídos das fauces do sepulcro e me fosse devolvida a prosperidade que me arrebatou a mão do espoliador!”, mas a primeira e suprema oração de Job foi: “Ah! Se eu soubesse onde O poderia achar, Aquele que é o meu Deus! Então me chegaria ao Seu tribunal!” Quando a tormenta se aproxima, os filhos de Deus correm para o lar. É o instinto celestial de uma alma bondosa o que a leva a procurar refúgio de todos os males debaixo das asas de Jeová. A frase “Aquele que fez de Deus o seu refúgio” pode servir de título a qualquer verdadeiro crente. Um hipócrita, quando é aflito por Deus, ofende-se pelo castigo, e, tal como um escravo, fugiria do Senhor que o castigou; porém, não acontece assim com o verdadeiro herdeiro do Céu, ele beija a mão que o feriu e procura proteger-se do castigo refugiando-se no peito de Deus que Se carranqueou com ele. O desejo de Job para conversar com Deus intensificou-se pelo fracasso de todos os outros meios de consolação. O patriarca afastou-se dos seus desprezíveis amigos e dirigiu-se ao trono celestial, justamente como um viajante arremessa para longe o seu odre vazio e se dirige rapidamente para o manancial. Job despediu-se das esperanças terrestres e clamou, dizendo: “Ah! Se eu soubesse onde poderia achar o meu Deus!” Nada nos ensina tanto o grande valor do Criador como quando conhecemos a vacuidade por todos os lados. Afastemo-nos com profundo desprezo das colmeias da Terra, onde não se acha mel, mas uma multidão de aguilhões afiados, nós regozijamo-nos nAquele cuja palavra fiel é mais doce do que mel do favo de mel. Em cada dificuldade deveríamos primeiro procurar ter consciência de que a presença de Deus está connosco. Regozijemo-nos somente no Seu sorriso, e, então, nós podemos levar a nossa cruz diária, com um coração disposto, por causa do amor à Sua Pessoa, que nos cativa.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Tenho deixado os meus leitores desfrutarem das publicações inéditas que vou apensando diariamente no meu blogue. Casualmente verifiquei que as Meditações Matutinas e Vespertinas de C. H. Spurgeon que eu traduzi estão publicadas quase ipsis verbis no Brasil, sem indicação do autor, ao preço de R$45,00 e em Portugal a €19,99 EUR!!!
Que roubalheira!!!
Isto dói e não é sério nem cristão.
Carlos

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