… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

1 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
1 de dezembro
“Quando ouvires dizer... então inquirirás e investigarás, e com diligência perguntarás; e eis que, sendo verdade, e certo...” (Dt 13:12, 14, ARC, Pt)

Circulava o rumor de que o povo de uma cidade em Israel tinha abandonado Deus para seguir os ídolos, então devia haver uma investigação precisa antes de tomar-se alguma medida punitiva.

Não devemos ser menos cuidadosos quando ouvimos um rumor ou uma intriga, mas devemos aplicar estas seis provas: trata-se de falatórios? Tenho inquirido? Tenho buscado? Tenho perguntado com diligência? É verdade? É certo?

De facto, seria uma boa ideia se empregássemos a mesma minuciosidade e cuidado antes de transmitirmos como notícias os rumores e os comentários avulsos escutados nos círculos religiosos de vez em quando. Permitam-me dar algumas ilustrações!

Há algum tempo circulava a história de que as pedras para edificar um templo em Jerusalém estavam armazenadas num cais de Nova Iorque, prontas para serem enviadas para Israel quando chegasse o tempo adequado. Alguém informou que as pedras eram calcário de Indiana. Os cristãos fizeram circular esta notícia com entusiasmo, mas foram desacreditados quando se soube que o relatório não era verídico.

Noutra ocasião, divulgou-se a história de que alguns cientistas tinham introduzido num computador uma enormíssima quantidade de dados acerca do calendário da história humana, e que os resultados confirmavam o relato escritural do dia mais extenso de Josué. Ansiosos por publicar qualquer notícia que corrobore a Bíblia, os crentes difundiram avidamente esta história em revistas e pela palavra falada. Mais tarde o balão arrebentou. A história demonstrou não ter fundamento.

Mais recentemente utilizou-se um dado matemático computadorizado para sugerir que o Anticristo era certa figura pública que não gozava de popularidade. Foi assim como se obteve o dado: atribuiu-se um valor numérico a cada letra do nome desta personalidade. Depois, seguindo uma série de somas, subtracções, multiplicações e divisões chegou-se ao número 666. Certamente isto não prova nada absolutamente. Podem empregar-se cálculos matemáticos e chegar-se ao número 666 utilizando o nome de qualquer um.

Tenho um tratado que afirma que Charles Darwin, nos últimos dias da sua vida, renegou a evolução e voltou para a sua fé na Bíblia. Poderá ser certo, e eu gostaria de crer que é verdade. Possivelmente algum dia se saberá. Mas, entretanto, não tenho maneira de documentar a história e não me atrevo a difundi-la até que a tenha.

Ver-nos-emos livres de muitos apuros e de desacreditarmos a fé cristã se aplicarmos as seis provas dos versículos deste dia: trata-se de falatórios? Tenho inquirido? Tenho buscado? Tenho perguntado com diligência? É verdade? É certo?


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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