… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

1 de dezembro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
1 de dezembro
“Verão e inverno Tu os formaste.” (Sl 74:17, ARC, Pt)


Minha alma começa este mês de Inverno com o teu Deus. As neves frias e os ventos penetrantes, tudo te lembra que Ele mantém a Sua aliança com o dia e a noite, e tende a garantir-te que Ele também irá manter essa aliança gloriosa que Ele fez contigo na pessoa de Jesus Cristo. Aquele que é fiel à Sua Palavra nas revoluções das estações deste pobre mundo poluto pelo pecado, não irá revelar-Se infiel na Sua maneira de proceder com o Seu próprio bem-amado Filho.



O inverno na alma não é de nenhuma maneira uma estação confortável, e se ele está a sobre ela, vai ser muito doloroso para ti: mas, é este o conforto, a saber, que o Senhor faz. Ele envia as rajadas fortes e repentinas de vento frio da adversidade para queimar os gomos da esperança: Ele esparge a geada como cinza sobre os prados verdejantes da nossa alegria: Ele lança o Seu gelo em pedaços que congelam os córregos do nosso deleite. Ele faz tudo isto, Ele é o grande Rei do inverno, e governa no domínio do gelo, e, portanto, não podes murmurar. Perdas, cruzes, tristeza, pobreza, doença, e mil outros males, são mandados pelo Senhor, e vêm até nós com um desígnio inteligente. As geadas matam os insectos nocivos, e determinam um limite às doenças epidémicas, separam em pedaços os torrões da terra, e purificam-nos a alma. Oh! Que estes tão bons resultados sigam sempre o nosso inverno da aflição!



Como apreciamos o fogo agora! Quão agradável é o seu brilho alegre! Apreciemos da mesma maneira o nosso Senhor, que é a fonte constante de calor e conforto em todos os tempos de dificuldade. Aproximemos dEle, e nEle encontramos alegria e paz confiantes. Agasalhemo-nos com as roupas quentes das Suas promessas, e saiamos para os trabalhos que são próprios desta estação, pois era uma calamidade ser como o preguiçoso que não lavra por causa do frio, pelo que ele terá de pedir no verão e nada terá.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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