… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 10 de dezembro de 2016

10 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
10 de dezembro
“... e explicaram-lhe melhor o Caminho de Deus.” (At 18:26, BPT, Pt)

Quando expomos o caminho da salvação aos demais, é de tremenda importância fazer com que a mensagem seja clara e simples, evitando alguma coisa que os possa confundir. De facto, já estão bastante confundidos porque Satanás cegou o entendimento aos incrédulos (2Co 4:4).

Eis aqui um exemplo de como podemos falar de modo que confunde os não crentes o para eles vem a ser como um tampão par os seus ouvidos: Topamo-nos com um jovem desconhecido e começamos a testificar-lhe. Ainda mal começáramos, já ele nos interrompe dizendo: “Não creio na religião. Experimentei-a e não me ajudou absolutamente em nada.” Ao qual respondemos: “Eu tampouco creio na religião e não prego nenhuma.”

Um momento! Podes imaginar a confusão que isto causa? Aqui estamos, falando-lhe de assuntos que são obviamente religiosos e não obstante isso, dizemos-lhe que não cremos em religião. Deixamo-lo alucinado!

Naturalmente, que sei o que é que queremos dizer: Não lhe estamos pedindo que se torne membro de uma Igreja ou denominação, mas que entre numa relação pessoal com o Senhor Jesus. Não estamos promovendo um credo, mas a uma Pessoa. Não estamos advogando uma reforma, mas uma regeneração, não procuramos pôr um traje novo no homem, mas um novo homem no traje.

Mas, quando o jovem pensa em religião, pensa em tudo aquilo relacionado com a adoração e o serviço a Deus. A palavra “religião”, para a maioria, significa um sistema de crenças e um estilo de vida peculiar conectado com a relação do homem com a Deidade. De modo que quando lhe dizemos que não cremos na religião, imediatamente fica com a impressão de que somos pagãos ou ateus. Antes de que tenhamos a oportunidade de explicar o que queremos dizer, já nos etiquetou como irreligiosos.

Na realidade, não é verdade dizermos que não cremos na religião. Cremos nas doutrinas fundamentais da fé cristã. Cremos que aqueles que professam fé em Cristo devem mostrá-lo nas suas vidas. Cremos que a religião pura e sem mácula é: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se sem mancha do mundo (Tg 1:27).

O que não cremos é que a religião seja o salvador. Somente o Cristo vivente pode salvar. Não cremos nas versões aguadas e açucaradas do cristianismo que circulam nos nossos dias. Não cremos em nenhum sistema que estimula a inteligência a pensar que as pessoas podem chegar ao Céu pelas suas próprias obras ou méritos. Mas devemos ser capazes de explicar isto às pessoas sem deixá-las pasmadas com bombas tais como: “eu tampouco creio na religião.” Não brinquemos com as palavras quando as almas estão em jogo.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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