… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 10 de dezembro de 2016

10 de dezembro

C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
10 de dezembro
“O Senhor lhe abriu o coração.” (At 16:14, ARC, Pt)

NA conversão de Lídia há muitos pontos interessantes. Ela foi efectuada por intermédio de circunstâncias providenciais. Ela era uma vendedora de púrpura na cidade de Tiatira, mas, precisamente, no momento propício para ouvir Paulo, achamo-la em Filipos; a providência, que é criada da graça, conduziu-a ao lugar exacto. Além disso, a graça estava preparando a sua alma para a bênção-a graça preparando para a graça. Ela não conhecia o Salvador, mas, como uma Judia, ela sabia muitas verdades que eram como excelentes trampolins para o conhecimento de Jesus. A sua conversão aconteceu no uso destes meios. No dia de sábado, ela foi ao lugar onde costumava a ser feita a reunião de oração e aí ela ouviu a oração. Jamais negligencie os meios de graça. Deus pode abençoar-nos quando nós não estamos na Sua casa, porém, nós temos maior razão para esperar que Ele O faz quando nós estamos em comunhão com os Seu santos. Observa as palavras, “O Senhor lhe abriu o coração.” Não foi ela que abriu seu próprio coração. As suas orações não o fizeram; Paulo não o fez. O Senhor, Ele mesmo, deve abrir o coração, para recebermos as coisas que são vantajosas para a nossa paz. Só Ele pode colocar a chave no buraco da fechadura da porta e abri-la, e conseguir entrada por Si mesmo. Ele é o dono do coração, já que Ele é o seu criador. A primeira evidência externa do coração aberto foi a obediência. Logo que Lídia creu em Jesus, foi batizada. É um sinal agradável de humildade e de coração quebrantado quando o filho de Deus deseja obedecer a um mandamento que não é essencial para a sua salvação, o qual não lhe é imposto por um temor egoísta de condenação, mas é um ato sincero de obediência e de comunhão com o seu Senhor. A outra evidência foi o amor, que se manifesta em atos de bondade grata para com os apóstolos. O amor pelos santos foi sempre um sinal distintivo do verdadeiro converso. Aqueles que nada fazem por Cristo, ou pela Sua Igreja dão somente evidências pobres de um coração “aberto”. Senhor, dá-me sempre um coração aberto.


Tradução de Carlos António da Rocha

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