… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 11 de dezembro de 2016

11 de dezembro


C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
11 de dezembro
“A Cristo, o Senhor, servis.” (Cl 3:24, ARC, Pt)


 A que espécie de público, cuidadosamente escolhido, foram ditas estas palavras? Aos reis, que pomposamente fazem alarde de um direito divino? Ah, não! Pois eles demasiadas vezes servem-se a si mesmos ou a Satanás, e esquecem o Deus cuja tolerância lhes permite ostentar a sua majestade simulada por breves momentos. Fala, então, o Apóstolo aos assim chamados “mui reverendos pais em Deus”, os bispos, ou aos “veneráveis arcediagos”? Não, de facto, Paulo nada conhecia destas meras invenções de homens. Nem mesmo aos pastores e professores ou aos ricos e estimados entre os crentes foram estas palavras dirigidas, mas aos servos, sim, e aos escravos. Entre a multidão trabalhadora: os artesãos, os jornaleiros, os serventes domésticos, os cozinheiros, achou o apóstolo, como nós achamos ainda agora, alguns dos escolhidos do Senhor, e a eles, Ele diz-lhes: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis.” Esta declaração enobrece a fastidiosa rotina das ocupações terrestres e põe uma auréola ao redor das ocupações mais humildes. O lavar os pés quiçá seja servil, mas o lavar os Seus pés é um trabalho digno de um rei. O desatar o cordão dos sapatos é um emprego humilde, mas o desatar os sapatos ao grande Senhor é um privilégio principesco. A loja, a granja, o lava-louça e a forja tornam-se templos quando os homens e as mulheres fazem tudo para a glória de Deus! Então, o “serviço divino” não é uma coisa de poucas horas e de uns poucos lugares, mas a vida inteira torna-se santidade para SENHOR, e cada lugar e coisa chegam a ser tão consagrados como o tabernáculo e o seu castiçal de ouro.



“Ensina-me, meu Deus e Rei, a ver-Te em todas as circunstâncias

E qualquer coisa que eu faço, faço-a como para Ti.

Todos podem ter parte em Ti, nada pode ser tão excelente,

Coisa que com esta tintura, pela Tua graça, não crescerá brilhante e limpa.

Um empregado com esta cláusula faz do trabalho enfadonho, um trabalho para Deus;

Quem varre um quarto, a partir das Tuas leis, faz um trabalho divino.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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