… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 11 de dezembro de 2016

11 de dezembro


Oswald Chambers 
My Utmost for His Highest
11 de dezembro “A INDIVIDUALIDADE”

“Disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo...” (Mt 16:24, ARC, Pt)

A individualidade é a dura camada exterior que circunda a vida espiritual interior. A individualidade empurra os outros, separa e isola as pessoas. Nós vemos isso como a principal característica de uma criança, e com razão. Quando confundimos a individualidade com a vida espiritual, ficamos isolados. Esta carapaça de individualidade é a cobertura natural criada por Deus para proteger a vida espiritual. Mas a nossa individualidade deve ser submissa a Deus, de modo que a nossa vida espiritual possa ser restaurada para a comunhão com Ele. A individualidade falsifica a espiritualidade, assim como luxúria falsifica o amor. Deus criou a natureza humana para Si mesmo, mas a individualidade corrompe a natureza humana para os seus próprios objetivos.

As características da individualidade são a independência e a obstinação. Nós impedimos o nosso crescimento espiritual, mais do que qualquer outra coisa, pela contínua afirmação da nossa individualidade. Se tu dizes: “Eu não sou capaz de crer,” é porque a tua individualidade está bloqueando o caminho; a individualidade nunca pode crer. Mas o nosso espírito não pode deixar de crer. Observa-te com atenção quando o Espírito de Deus está agindo em ti. Ele empurra-te para os limites da tua individualidade, onde uma escolha deve ser feita. A escolha é entre o dizeres: “não me vou render”, ou renderes-te, quebrando a dura carapaça da individualidade, o que permite que a vida espiritual emirja. O Espírito Santo restringe-a sempre a uma coisa (ver Mateus 5:23-24). É a tua individualidade que se recusa a “reconciliar-se com o teu irmão” (Mateus 5:24). Deus quer trazer-te para a união com Ele, mas a menos que tu estejas disposto a desistir do teu direito sobre ti mesmo, Ele não pode. “... renuncie-se a si mesmo…” — renuncia ao teu direito à independência a favor dEle. Então, à verdadeira vida —a vida espiritual— é dada a oportunidade de crescer.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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