… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

12 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
12 de dezembro
“Não tentarás o Senhor teu Deus.” (Mt 4:7, ARC, Pt)

O que significa tentar o Senhor? É algo do que podemos ser culpados?

Os filhos de Israel tentaram o Senhor ao queixar-se da falta de água no deserto (Ex. 17:7). Quando disseram: “Está, pois, Jeová entre nós, ou não?” Duvidaram, não só, da Sua presença divina, mas, também, do Seu cuidado providencial para com eles.

Satanás tentou o Senhor quando O desafiou a que saltasse do pináculo do Templo (Lc 4:9-12). Jesus teria tentado a Deus, o Pai se tivesse actuado assim, porque teria executado um truque publicitário, algo que estava fora da vontade do Pai.

Os fariseus tentaram o Senhor quando Lhe perguntaram se era lícito dar tributo a César (Mt 22:15-18). Pensaram que fosse qual fosse a Sua resposta, Ele tomaria partido pelos romanos ou por aqueles judeus que eram violentamente anti romanos.

Safira tentou o Espírito do Senhor ao pretender dar o produto completo da venda de uma propriedade ao Senhor, quando, na verdade, reteve uma parte para si (At 5:9).

Pedro disse ao concílio de Jerusalém que seria tentar a Deus pôr os crentes gentios sob a lei, um jugo que o próprio povo judeu não tinha podido suportar (At 15:10).

Tentar a Deus é: “Ver quão longe se pode ir sem sermos julgados, abusarmos ou presumirmos da Sua misericórdia, vermos se cumprirá a Sua Palavra ou se a estenderá até aos limites do juízo (comp. Dt 6:16; Mt 4:7)” (Toussaint).

Tentamos a Deus quando murmuramos ou nos queixamos, porque ao fazê-lo estamos duvidando da Sua presença, poder ou bondade. Estamos dizendo que Ele não conhece as nossas circunstâncias, que não Lhe importam ou que Ele não é capaz de nos libertar.

Tentamos a Deus quando nos expomos desnecessariamente ao perigo e esperamos que nos resgate. Frequentemente lemos de crentes equivocados que manipulam serpentes venenosas e morrem como resultado. O seu argumento consiste em dizer que Deus prometeu segurança em Marcos 16:18, “Tomarão serpentes em suas mãos”. Mas isto foi planeado só para justificação de cada vez que executamos um milagre[1], quando for necessário afim de levar a cabo a Sua vontade em e por meio de nós.

Tentamos a Deus quando mentimos, ao professarmos uma maior dedicação, sacrifício e compromisso do que realmente desejamos dar. Assim como os fariseus tentaram a Cristo com a sua hipocrisia, assim O tentamos nós com a nossa.

Finalmente, tentamos a Deus cada vez, que nós saímos da esfera da Sua vontade para nós e actuamos obstinadamente. É inaudito que uma criatura deseje ou se atreva a tentar o seu Criador ou que um pecador insulte o seu Salvador.


[1] Se bem que não sejamos nós, mas a graça de Deus em nós. Nota do Tradutor


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Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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