… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

12 de dezembro

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
12 de dezembro
“Os caminhos eternos Lhe pertencem.” (Hc 3:6, ARC, Pt)

O que Deus tem feito uma vez, fá-lo-á ainda outra vez. Os caminhos do homem são variáveis, mas os caminhos de Deus são eternos. Há muitas razões que nos convencem desta muito reconfortante verdade. Entre elas estão as seguintes: Os caminhos do Senhor são o resultado da Sua sábia deliberação. Ele ordenou todas as coisas de acordo com o conselho da Sua própria vontade. A acção humana é frequentemente a precipitada consequência da paixão ou do temor, e é seguida pelo pesar e pela mudança. Mas, não há nada que possa tomar de surpresa o Todo-Poderoso, nem nada que aconteça de maneira diferente de como Ele o tem previsto. Os Seus caminhos são o resultado do Seu imutável carácter, e neles podem ver-se claramente os eternos atributos de Deus. A menos que o próprio Eterno experimente, Ele mesmo, alguma mudança, os Seus caminhos, que não são outra coisa que Ele mesmo posto em acção, têm de permanecer eternamente os mesmos. É Ele, eternamente justo, misericordioso, fiel, sábio e terno? Então os Seus caminhos têm de distinguir-se pelas mesmas excelências. Os seres obram de acordo com a sua natureza. Quando essa natureza muda, varia também a sua conduta; mas, já que Deus não pode conhecer nem sombra de variação, os Seus caminhos permanecerão eternamente os mesmos. Além disso, não há causa exterior que possa inverter os caminhos divinos, pois eles são a encarnação de um poder irresistível. O profeta diz que quando o SENHOR sai para salvar o Seu povo, a terra fende com os rios, os montes tremem, a profundidade eleva as suas mãos e o Sol e a Lua mantêm-se na mesma posição. Quem pode deter a Sua mão ou dizer-Lhe: O que fazes? Mas, não é só o poder que Lhe dá estabilidade. Os caminhos de Deus são a manifestação dos eternos princípios da justiça, e, portanto, nunca podem perecer. O erro gera decadência e traz ruína, porém, a verdade e o bem têm em si mesmos uma vitalidade que os séculos não podem diminuir.

Esta manhã aproximemo-nos do nosso Pai Celestial, recordando-nos que Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente, e nEle o SENHOR é eternamente cheio de compaixão para com o Seu povo.

Tradução de Carlos António da Rocha

****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: