… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

12 de dezembro

C. H. Spurgeon

Leituras Vespertinas
12 de dezembro
“Aleivosamente se houveram contra o SENHOR.” (Os 5:7, ARC, Pt)

CRENTE, aqui temos uma verdade pesarosa! Tu és o amado do Senhor, redimido pelo sangue, chamado pela graça, preservado em Cristo Jesus, aceite no Amado, cidadão do Céu, e, no entanto, “aleivosamente te houveste” contra Deus, o teu melhor amigo; aleivosamente contra Jesus, a quem tu pertences; aleivosamente contra o Espírito Santo, por quem tu foste vivificado para a vida eterna! Quão aleivoso tu tens sido a respeito de votos e promessas! Recordas tu o amor dos teus esponsais, aquele tempo feliz, a primavera da tua vida espiritual? Oh, quão estreitamente te aferravas então ao teu Senhor! Dizendo: “Ele nunca me poderás acusar de indiferença; os meus pés nunca se paralisarão no caminho do serviço da Sua causa; nunca consentirei que o meu coração vagueie após outros amores, pois nEle estão todos os fornecimentos de bondade infalível. Renuncio a tudo por causa do meu amor por Senhor Jesus.” Tens cumprido esta promessa? Ah! Se a consciência falasse, diria: “Aquele que prometeu muito bem, tem cumprido muito mal. A oração foi frequentemente indistinta, curta, porém, não agradável; breve, mas não ardente. A comunhão com Cristo tem sido negligenciada. Em lugar de pensamentos celestiais, tem havido cuidados carnais, vaidades mundanas e pensamentos malvados. Em lugar de serviço, tem havido desobediência; em lugar de ardor, tibieza; em lugar de paciência, petulância; em lugar de fé, confiança no braço de carne; e, como soldado da cruz, tem havido covardia, desobediência e deserção num grau muito vergonhoso.” “Aleivosamente te houveste.” Aleivosamente contra Jesus! Que palavras podem ser usadas para denunciar isto? As palavras pouco valem: que nos arrependamos e abominemos o pecado que, de facto, está em nós. Aleivosos contra as Tuas feridas, Oh Jesus! Perdoa-nos, e ajuda-nos a não pecar outra vez! Que vergonhoso é ser aleivoso contra Aquele que nunca nos esquece, e que hoje mesmo se apresenta com os nossos nomes gravados no Seu peitoral diante do trono eterno!

Tradução de Carlos António da Rocha

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