… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

13 de dezembro


William MacDonald
Um dia de cada vez
13 de dezembro
“Então aqueles que temeram ao SENHOR falaram frequentemente um ao outro; e o SENHOR atentou e ouviu; e um memorial foi escrito diante dEle, para os que temeram o SENHOR, e para os que se lembraram do Seu nome.” (Ml 3:16, ARC, Pt)

É possível estarmos tão atarefados que as nossas almas cheguem a ser estéreis. A muita actividade faz com que nos ocupemos muito com o nosso trabalho e muito pouco com o nosso Deus. Aqueles pregadores que não passam muito tempo em meditação e em comunhão a sós com o Senhor muito em breve começam a dar mensagens de segunda mão, copiados de outros, que têm pouco ou nenhum poder espiritual. Todos devemos orar: “Senhor, livra-me da esterilidade de uma vida ocupada.” Muitos crentes têm medo da solidão, têm de estar com outros, falando, trabalhando, ou viajando. Não gastam tempo para estarem em tranquila contemplação. As pressões da vida moderna impulsionam-nos a ser hiperactivos ou pessoas que rendem mais do que o esperado. Andamos cheios de stress e custa-nos deter-nos. A vida parece ser um contínuo empurrar, empurrar, empurrar, seguir, seguir, seguir. O resultado é que não desenvolvemos raízes espirituais profundas. Ainda repetimos as mesmas frases feitas que compartilhamos com as pessoas há vinte anos atrás. Nenhum progresso em vinte anos!

E não obstante, aqueles que se disciplinam a si mesmos escapam desta carreira de ratos, recusam convites e deixam de lado actividades secundárias para passarem um tempo a sós com o Senhor. Resolutamente fazem tempo para orar e meditar. Têm um esconderijo onde podem deixar de escutar o ruído do mundo para estar a sós com o Senhor Jesus.

Estas pessoas têm um caminhar distinto, de poder interior, no qual andam com o Senhor. “A comunhão íntima do SENHOR é com os que O temem, e a eles fará conhecer o Seu pacto” (Sl. 25:14). Deus revela-lhes segredos que nós, nas nossas vidas delirantes, acerca delas não sabemos nada. Há uma comunicação com a Inteligência Divina no que respeita à Sua direcção na vida quotidiana, em relação aos eventos que acontecem no mundo espiritual, e em relação com o futuro. Aqueles que habitam no santuário frequentemente têm visões de Deus que não conhecem absolutamente os que vivem nos subúrbios. Foi aquele que se recostava no seio do Salvador a quem foi dada a revelação de Jesus Cristo.

Frequentemente penso nestas palavras de Cecílio: «Eu digo em todas partes e a todos, que deves manter uma relação íntima com Deus ou a tua alma morrerá. Deves caminhar com Deus ou Satanás caminhará contigo. Deves crescer na graça ou perdê-la-ás; e não podes fazer isto a não ser dando a este propósito uma porção conveniente do teu tempo e empregando diligentemente os meios pertinentes. Não consigo perceber como é que alguns cristãos passam tão pouco tempo em recolhimento e isolamento. Encontro no espírito desta idade um forte princípio de assimilação. Arrasta violentamente a minha mente para o seu redemoinho e afunda-me entre os sedimentos e a sujidade da natureza carnal... Estou obrigado a retirar-me regularmente e dizer ao meu coração: ‘O que estás fazendo? Onde estás agora?’»


Tradução de Carlos António da Rocha



****

Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

Sem comentários: