… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

13 de dezembro


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
13 de dezembro
“E sal à vontade.” (Ed 7:22, ARC, Pt)

O sal era usado em cada “oferta queimada ao SENHOR”; e, pelas suas propriedades preservativas e purificadoras era um grato emblema da graça divina na alma. O facto de que Artaxerxes tenha dado ao sacerdote Esdras sal sem limite de quantidade, é digno da nossa atenta consideração; e nós podemos estar completamente certos de que quando o Rei dos reis distribua dons entre o Seu sacerdócio real, não diminuirá a quantidade. Nós estamos frequentemente em dificuldades em nós mesmos, mas nunca no Senhor. Aquele que deseje juntar muito maná, comprovará que pode ter todo o que ele deseje. Não há assim fome em Jerusalém para que os seus cidadãos tenham de comer o seu pão por peso e beber a sua água por medida. Contudo, há na dispensação da graça algumas coisas que se medem. Por exemplo: O nosso vinagre e o nosso fel são-nos dados com tal precisão que nunca temos uma gota a mais, mas, quanto ao sal da graça, nenhuma restrição é feita. “Pede tudo o que quiseres e te será feito.” Os pais têm de guardar no guarda-louça as frutas e os frascos de doces, mas não precisam de guardar o saleiro, pois poucos meninos comerão vorazmente o sal. Um homem pode ter muito dinheiro ou muita fama, mas pode não ter muita graça. Quando “engordando-se Jeshurun, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus”, mas não há temor de que um homem chegue a estar muito cheio de graça. Uma pletora de graça é impossível. As muitas riquezas trazem muitas ansiedades, mas a muita graça traz muito gozo. Quando aumenta o saber aumenta a aflição, mas quando há abundância de Espírito, há plenitude de gozo. Crente, vai ao trono e pede uma abundante provisão de sal celestial. O sal temperará as tuas aflições, pois estas sem sal são insípidas. O sal preservará o teu coração da corrupção e matará os teus pecados. Tu necessitas de muito sal; procura obter muito e terás muito.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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